O TEMPO. . .

 “Porque não há coisa oculta que não haja de manifestar-se, nem escondida que não haja de saber-se e vir à luz.” – S. Lucas – 8 – 17.

O que é o tempo ? –  Se olharmos para a existência da humanidade, verificaremos o quanto passou depressa os 2016 anos pós Cristo. Quanta história nesses 21 séculos. Quantas atrocidades, mas, também, benevolências, quantas maldades, mas, também, caridades, misericórdias, amor e perdão.

Como homens e mulheres, somos os detentores dos bens e da vida ou, simplesmente, somos usuários dos bens numa breve vida, num curto “tempo” ? – É essa sabedoria de vida que falta à humanidade. Vivemos como se fôssemos eternos e, por isso, somos egoístas, orgulhosos e, quase sempre, invejosos. Achamos, em alguns momentos, que a vida dos outros é melhor e mais fácil que a nossa. Esquecemos que temos apenas a visão fotográfica dos fatos e da vida das pessoas e das empresas, mas não temos o filme dos caminhos que percorreram, de suas aflições e dificuldades que passaram.

Somos injustos com Deus, pois reclamamos quando deveríamos agradecer.

Quando se é um grande astro das artes ou do esporte, ao contrário de se sentir como um ser superior, é devido, em primeiro, reconhecer o “dom” recebido do Alto e depois as suas virtudes.

Quando agimos como senhor da razão e poderosos, na verdade, somos frágeis e inseguros e nos agarramos ao “ter” cada vez mais, para a nossa segurança presente e futura, como se os bens materiais fossem  o nosso “porto” seguro.

Se somos  jovens, bonitos e exuberantes, é preciso sim viver esse momento de magia na vida, mas sem exibicionismos, porque, brevemente, não mais teremos essas virtudes.

É certo desprezarmos as pessoas socialmente inferiores se não sabemos a trajetória de suas vidas e as portas que não se abriram para elas ? Quanto do que temos é mérito exclusivamente nosso e não do meio em que vivemos, das oportunidades que tivemos e da herança material e cultural que herdamos ? Essa é a reflexão que faço para mim e para os “meus”, mas, que “todos” deveriam fazê-la.

Se o  fizermos, estaremos escolhendo sempre o “caminho do meio”, da prudência, da simplicidade, da tolerância, do entendimento, da  misericórdia, do perdão e do amor ao próximo.

Somos e seremos sempre e por toda a existência, apenas viajantes nesse planeta terra, que não nos pertence. Aliás, o aqui e o agora não nos pertencem e o amanhã, muito menos.

 

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