A EVOLUÇÃO PRESENTE E FUTURA

Não obstante a exigüidade do nosso tempo, toda a humanidade caminha  e age como se fossemos infinitos.

Também na atividade econômica, na busca permanente de hegemonia, poder e riqueza, os agentes e pensadores econômicos introduziram conceitos e  “idéias centrais” que revolucionaram o comércio mundial e as estruturas da produção das commodities agrícolas, das manufaturas e bens de capital.

Naturalmente que, na evolução do pensamento econômico, em cada “idéia” predominante, o mundo experimentou o processo de “causa e efeito” com as suas implicações nas Sociedades.

Do unilateralismo  dos Mercantilistas dos Séculos XVI e XVII que agia para somente “vender” mais aos estrangeiros e, deles “comprar” o mínimo imprescindível, de forma a acumular metais preciosos e manter o poder, ao pseudo bilateralismo da Escola Clássica e Idéia Liberal dos Séculos XVIII e XIX, que através da Teoria das Vantagens Absolutas e Relativas, apregoavam o avanço bilateral da especialização entre países sem, todavia, observar os diferentes estágios de desenvolvimento entre as Nações, assim como, os diferenciais de valores agregados entre, por exemplo, os produtos primários e os manufaturados. Consequentemente, o poder de acumulação de riquezas, ficou do lado dos produtores de manufaturados em detrimento dos de produtos primários.

Depois dos exemplos acima, passo a me concentrar na 4ª Revolução Industrial, da indústria 4.0, da “internet das coisas”, da robotização.

O mundo avança nessa direção, em velocidade contagiante, ainda sem saber “todas” as implicações / abrangência e “causas e efeitos” dessa nova “inteligência” que, modifica substancialmente a fronteira do conhecimento científico e tecnológico, inclusive, com implicações imprevisíveis sobre os problemas econômicos fundamentais e interdependentes das Sociedades, quais sejam : O que produzir, como produzir e para quem produzir ?

Estamos “todos” entrando em um túnel escuro sem enxergamos uma luz em sua extensão e aonde chegaremos.

A questão fundamental é que não temos escolhas, é preciso caminhar alinhados com mais essa evolução tecnológica e de “idéias” e outras que, certamente, virão no futuro.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiamercadante@terra.com.br04

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O IMPULSO ESPERADO PARA 2018

A incrível velocidade do tempo já venceu o mês de janeiro e nos apresenta fevereiro, que “tem carnaval”,

Fevereiro precisa ser o mês da virada sustentável da economia brasileira, com o Congresso Nacional  aprovando  a reforma da Previdência Social. Se ocorrer, a economia poderá surpreender o mundo com um crescimento econômico próximo de 4% no ano.

Em economia, o processo de “causa e efeito” é um evento certo e, quando se tem uma base mais sólida de indicadores econômicos, eles tendem a provocar um efeito multiplicador que produz um círculo virtuoso.

Terminamos 2017 com uma alta real da arrecadação federal de 0,59%, após três anos de queda.

Enquanto tivemos um saldo de desempregados de 1,3 milhão em 2015 e 1,5 milhão em 2016, em 2017, tivemos 20,8 mil, portanto, quase que em equilíbrio.

O déficit externo em transações correntes caiu em 2017 para 0,48% do PIB – Produto Interno Bruto, o menor em dez anos, totalizando US$ 9,6 bilhões, fruto, principalmente, do robusto superávit na balança comercial de 64 bilhões, que integra Transações Correntes.

O IED – Investimento Direto dos Estrangeiros atingiu US$ 74 bilhões no ano passado.

Ainda sem o número final, mas pelos indicadores já conhecidos, a economia deixou para trás o ciclo recessivo e pode apresentar um crescimento em torno de 1,2%.

A base, para um crescimento robusto neste ano,  é sustentável e, com a melhora no nível de renda das famílias e o aumento do consumo, esse processo se consolida e passa essa positiva convicção e confiança a todos os demais agentes econômicos.

No Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o Presidente Michel Temer afirmou, se referindo de forma estrutural ao Brasil, “estamos de volta” e conclamou aos empresários estrangeiros que invistam no Brasil.

Voltar a crescer mais fortemente e contar com os investimentos dos estrangeiros é de fundamental importância para o País.

Entrementes, contudo, precisamos nos preparar para uma reforma tributária que contemple, entre outras reduções, uma queda de impostos em relação ao lucro das empresas, para acompanharmos a redução desses impostos no exterior e, aqui perto, na Argentina e Chile.

Não são poucos os desafios e, além da reforma da Previdência Social, precisamos acertar na escolha do próximo Presidente do Brasil.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br

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A CONFIANÇA EM 2018

“A confiança faz nascer a fortaleza” – Frei Edrian Josué Papini

Em meio à chuva, timidamente o sol já se faz presente nos amanheceres deste início de 2018, sob o presente do verão de todos os  anos.

Depois de um ano carregado de dificuldades e sobrepeso para muitos trabalhadores, empresários e para toda Sociedade, iniciar um Ano Novo é como não apenas poder sonhar com um País melhor para todos, mas poder acreditar que o trabalho, os esforços, a determinação e a perseverança de cada um, não será em vão e redundará  em crescimento e sucesso profissional e empresarial.

Não obstante a aridez de 2017, o Brasil progrediu de forma acentuada no conhecimento e participação da Sociedade brasileira, em relação à atuação política e governamental. Crescemos no conceito e prática da ética e da justiça.

2018 se inicia com os pilares da democracia e da superior soberania do povo, fincados nos corações e mentes dos brasileiros.

O que o Governo Temer plantou em 2017, com a inflação e juros baixos, com limites-tetos para os gastos públicos, com responsabilidade fiscal, com a manutenção do câmbio flutuante, com a modernização necessária e imprescindível das Relações Trabalhistas, com a reorganização fundamental e novo marco regulatório de todo o setor energético, com o resultado altamente favorável do saldo na conta de transações correntes com o exterior, com o fluxo de investimentos externos em nosso País e com o desempenho da nossa economia, que reverteu a curva de crescimento, de negativa para positiva, nos dá a confiança de que 2018 será auspicioso para a economia brasileira, para os negócios empresariais e para a geração de um número significativos de empregos em todo o país.

Temos, todavia, que vencermos dois desafios que serão mandatários para que este ano seja grandioso para todos : – A aprovação da Reforma da Previdência Social e que a Sociedade eleja, com consciência e sabedoria, os novos representantes no Legislativo –  Deputados Estaduais, Federais e Senadores e, que, em especial sejamos lúcidos e felizes na escolha do novo Presidente da República.

O Brasil precisa consolidar a sua posição como uma grande Nação.

Feliz 2018 para todos.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books-SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. E-mail: messiasmercadante@terra.com.br

 

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Receita de Brasil

O Brasil precisa de muita coisa que depende de cada um de nós. É uma nação privilegiada. Recebeu um patrimônio natural que garantiria o destino digno de sua gente, não fosse tão maltratado. Não há outro país que tenha oito mil quilômetros de um litoral tão magnífico. Há de tudo: praias para surfe, praias mansas, litoral de falésias, matas e montanhas. Areias de todas as cores. Riqueza exuberante.

O exemplo do litoral norte paulista é de causar inveja ao Velho Continente, onde as praias são íngremes, a areia é quase pedrisco e machuca os pés. Águas geladas mesmo no verão. E o que fizemos de nosso litoral?

A mesma reflexão poderia ser feita a respeito de nossas florestas, de nossos rios, de nossa biodiversidade. Da flora esplêndida, uma fauna estupenda. Clima favorável e solo fértil, “onde se plantando, tudo dá”. Lembra a velha piadinha que deveria terminar com lágrimas e não gargalhadas “Veja o povinho que eu coloquei lá”?

Pois chegamos a um instante dramático da nacionalidade. Um país que gasta mais do que produz. Um país que paga fortuna pelo chamado “serviço da dívida”, os juros por empréstimos contraídos não se sabe exatamente para quê.

Um país que precisa oferecer futuro digno para a sua infância e juventude. Não cuidou como deveria de imprimir consciência à população, convencendo-a de que uma nação é o conjunto de todos os seus habitantes. É a vontade de permanecer junto, é a noção de pertencimento, é a tradição dos antepassados, o orgulho por sua História.

E isso não é governo quem faz. É cada cidadão. O governo é mero representante. O representado é quem o elege e deveria fiscalizá-lo.

O momento é trágico, porque o Estado não cabe no PIB. O custo da máquina pública excede em muito a capacidade brasileira de produzir. Chegará o dia triste em que as obrigações não poderão ser satisfeitas. Assim como já ocorre em alguns estados da federação. A situação dos municípios não é diferente. É urgente que todas as pessoas de bem procurem oferecer trabalho, esforço redobrado, sacrifício e propostas para sair da crise.

Sensatez, prudência, juízo e serenidade. Algo que nem sempre transparece na postura de quem critica, reverbera, reclama e exige de um governo que ele mesmo elegeu algo que depende, na verdade, da consciência reta de cada cidadão.

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MOMENTO HISTÓRICO

Esse momento é histórico, promete ser memorável e ir para os livros. Em 2018
sobrarão pontes de feriados, haverá Copa do Mundo de Futebol, eleições
majoritárias e ainda, muitas gente importante indo para cadeia. Vamos
começar com um fato que muito pouco vem se falando, é o caso do Deputado
Federal Paulo Maluf (PP-SP) 86 anos. Baluarte do crime de colarinho branco,
Maluf é um larápio clássico que teve seu auge como governador de São Paulo
de 1979 a 1982, mas nunca se afastou da política e do furto aos cofres
públicos. Trata-se de um bandido completo, capaz de fraudar inclusive uma
recuperação judicial milionária para empresa da família. Em sua homenagem
forjou-se o jargão “malufar”, que significa roubar. M aluf foi condenado
pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e foi preso em dezembro, após a decisão
do ministro Edson Fachin, que determinou cumprimento da pena de 7 anos, 9
meses e 10 dias de prisão. Maluf em fim está preso. E por falar em ladrão,
outro nome de peso, dessa vez menos clássico e mais descarado, é o
ex-presidente, hoje pré candidato do PT a presidência da república, Luis
Inácio Lula da Silva. Condenado em julho de 2017 a nove anos e meio de
prisão, terá o julgamento de sua apelação no TRF-4 (Tribunal Regional
Federal da 4ª Região) em Porto Alegre no dia 24 de janeiro. A corte vai
analisar o chamado processo do tríplex, da Operação Lava Jato. Parece certo
que o chefão será trancafiado e também é certo que sua banca milionária de
advogados apelará a tudo que podem, lutando com unhas e dentes, mas deverá
apodrecer vivo nessa trajetória. A seleção brasileira de futebol promete
mais um grande papelão na Copa do Mundo. Enterrada em escândalos de todos os
tipos, a FIFA não possui envergadura moral para promover o evento sem
desconfianças. Já nossa Confederação Brasileira de Desportos (CBF), vem
chafurdando em escândalos de corrupção, não consegue organizar bases para
que o País retome sua hegemonia futebolística. Há pouco, a saída do pré
candidato a presidência Jair Bolsonaro do PEN- Patriota e sua chegada ao PSL
rendeu a melhor síntese para definir esse sujeito e Lula; “Bolsonaro é como
Lula, um candidato antissistema, carismático, com ares messiânicos de
justiceiro, dotado de uma visão estadista e autoritária, que surfa na 22
demagogia”, (disse Sergio Bivar do Livres). Esse momento promete fortes
emoções e certamente entrará para os livros de história.

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OS FATOS PRESENTES E O FUTURO

Em excelente artigo, o advogado e professor Miguel Reale Júnior, aborda duas questões fundamentais na escala de valores de um País.

Os dados divulgados pelo Banco Mundial; pelo IBGE e pelo economista francês Thomas Piketty, do Instituto World Wealth  & Income Database,  registram a grande desigualdade na distribuição da renda e da riqueza em nosso País.

Os três trabalhos constataram que 1% da população mais rica concentra renda equivalente a 38 vezes a renda de 50% da população mais pobre.

Outra questão fundamental foi apontada no relatório do IBGE, indicando que ainda temos no Brasil 12,9 milhões de pessoas, com mais de 15 anos de idade, analfabetas.

Em ano de eleição para Presidente da República, é presumível que candidatos populistas abordem essas duas questões e as ações que pretendem implementar para a solução desses problemas. Não existe um passe de mágica para essas questões que foram se materializando ao longo de décadas.

A lucidez e responsabilidade do eleitor brasileiro, reside exatamente em entender e separar problemas conjunturais, que são susceptíveis de correções pontuais, de problemas como esses, que são estruturais, complexos e difíceis, cujas correções necessitam de um tempo de prazos médio e longo para que possam ser, gradativamente, melhorados e, que, dependem não somente de ações, mas, principalmente,  de condições favoráveis, que advém de um processo de desenvolvimento econômico sustentável por um longo período.

A desilusão, a desesperança e os sofrimentos impostos à Sociedade Brasileira, nos últimos quatro anos – 2014 a 2017, provocaram uma ansiedade predominante e um natural desejo de mudanças, por parte de todos os brasileiros.

É preciso que tenhamos consciência e equilíbrio emocional, para avaliarmos os candidatos, seus programas de governo e a responsabilidade de suas propostas para o País.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books –SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br

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OS DADOS POSITIVOS E DESAFIOS PARA 2018

Ainda sem o fechamento do desempenho da economia brasileira em 2017, sendo que as projeções indiquem um crescimento de 1%, os fatos decorrentes mostram que, efetivamente, teremos em 2018, uma significativa melhora nos indicadores, que nos permitem acreditar num crescimento muito próximo de 3%.

Com a inflação sob absoluto controle – tivemos no ano passado um IPCA – Índice de Preços ao Consumidor – amplo, do IBGE, de 2,95% e, com a previsão  da segunda melhor colheita de grãos da história, da ordem de 228 milhões de toneladas – dados da CONAB – teremos, novamente, neste ano, uma grande contribuição do agronegócio, para termos uma inflação baixa, não obstante a pressão por recomposição de margens perdidas pelas empresas nos três últimos anos.

Outro dado relevante é que começamos 2017 com uma taxa básica de juros de 14,25% ao ano e terminamos com 7%.

Os investimentos voltaram timidamente no ano passado, com um crescimento entre 2%e 3% no ano. Neste ano, com um melhor desempenho da economia; com maior utilização da capacidade instalada das empresas; maior oferta de crédito e juros menores, os investimentos crescerão mais fortemente, contribuindo para o desempenho da economia.

O consumo, que iniciou 2017 na retranca, foi, ao longo do ano, se soltando e com a ajuda, embora pequena, da volta de empregos e a liberação de cerca de R$ 40 bilhões das contas inativas do FGTS, mais aproximadamente, R$ 16 bilhões do PIS, os consumidores, mais confiantes na economia, voltaram a consumir com maior desenvoltura e ajudaram na recuperação da atividade econômica.

Todos os fatores acima, nos indicam que teremos neste ano um “efeito multiplicador” da atividade econômica mais significativo e sustentável.

Entretanto, é importante lembrar, que teremos também desafios a serem superados, que já teve início com o rebaixamento da nota de crédito da dívida do Brasil, pela Agência de avaliação de risco Standard & Poor’s  e, mais preocupante, a crise fiscal do País.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br

 

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A IMPORTÂNCIA DOS INVESTIMENTOS

Neste mês de janeiro, ainda em curso, já é possível detectar um astral positivo para a economia no ano.
Em meio a um processo recessivo ao longo dos últimos três anos, as empresas, no Brasil, passaram por indefinições em seus planejamentos estratégicos, priorizando a liquidez, a necessária redução de custos e a rentabilidade.
Ainda com um nível relativamente elevado de capacidade instalada ociosa, o desafio preponderante é o de planejar um crescimento dos negócios, para um crescimento próximo de 3 % da economia brasileira.
Todo o budget e ou planejamento orçamentário são feitos de forma antecipativa e, prevendo um crescimento das receitas e despesas, projetam também, quando necessários, investimentos operacionais.
Nessa ótica, tivemos nos últimos anos, um enxugamento nas operações de empréstimos e repasses, por parte das Instituições Financeiras, em decorrência da recessão econômica e da queda de liquidez das empresas, principalmente, das médias e pequenas, além dos consumidores, afetando e dificultando os investimentos.
A inflação baixa e a acentuada queda da taxa básica de juros – a SELIC, ao nível atual de 7 % ao ano, vem provocando uma redução no custo da captação de recursos pelos Bancos, nas aplicações financeiras de seus clientes e, em contrapartida, os custos dos empréstimos aos tomadores já poderiam ser menores do que os atuais praticados no mercado.
Neste ano, além da ampliação da oferta de crédito, também os custos financeiros deverão cair mais acentuadamente, favorecendo os investimentos das empresas e consumidores.
Os investimentos externos empresariais, portanto, em ativos fixos, que chegaram próximos à US$ 74 bilhões em 2017, deverão crescer em pouco mais neste ano e, somando com os investimentos nacionais, impulsionarão, ainda mais, a economia brasileira.
Vamos em frente.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br

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QUADRILHA NA CADEIA

Segundo o antropólogo Roberto da Matta, que estudou o comportamento dos
brasileiros no trânsito e nas filas dos bancos, temos grande resistência à
igualdade. A desigualdade é a sensação mais comum e confortável para todos,
pois com ela o Brasil é sempre o mesmo, garantindo que nada muda. Em uma
sucessão de escândalos de corrupção, o Estado do Rio viu alguns dos
principais líderes políticos dos últimos 20 anos irem para cadeia, todos
passaram pelo palácio e pela poltrona de quem comanda o segundo estado mais
importante do país. Nas últimas duas décadas, todos os que sentaram lá
acabaram tendo que acertar contas com a Justiça. Dos últimos quatro eleitos,
três estão atrás das grades: Anthony
<http://g1.globo.com/politica/politico/garotinho.html> Garotinho, sua
esposa, Rosinha Matheus, e Sérgio Cabral. O atual governador, Luiz Fernando
Pezão, já foi citado em delações premiadas e teve o mandato cassado pelo
Tribunal Regional Eleitoral, mas está recorrendo. Todos foram aliados, mas
Garotinho e Cabral romperam em 2006 e só voltaram a ficar perto um do outro
há um ano, quando ficaram presos em Bangu. Esse é só mais um caso que choca
a nação. É muito difícil prever o impacto da prisão desses sujeitos sobre a
política nacional. Um fator que reduz o impacto negativo de tudo isso é a
absurda falta de oposição política militante, pois estão quase todos
enrolados, em digno abraço de afogados. Os historiadores dizem que a falta
de oposição política tende a migrar todas as manifestações para a cúpula do
governo federal, nesse caso, mais enrolado que isso… O exemplo está no tão
falado choque de capitalismo do governo Temer, com a existência de seis
programas voltados para a modernização da máquina administrativa e econômica
que na prática nunca aconteceu e está implodindo sua base de apoio político.
O Congresso Nacional está um semideserto e ninguém sente falta dele.
Trata-se do pior Congresso da história, talvez pelo fato de sabermos de tudo
e de todos. Para onde nos conduziremos? O maior legado da implosão da
política nacional será no processo eleitoral de 201. Haverá uma mudança
radical na configuração do Congresso Nacional e em conseqüência na política.
Espero que a partir de agora não precisemos piorar tanto para melhorarmos um
pouco, e que a corrupção um dia não mais faça parte da cultura dessa nação,
fazendo que o “País do Futuro” passe a ser definitivamente o “País do
Presente”.

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VIDA LONGA AOS GANGUESTERES

Em sessão extraordinária realizada no dia 17, os deputados estaduais do Rio
de Janeiro, revogaram as prisões dos colegas Jorge Picciani, presidente da
Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), Paulo Melo – que também já presidiu a
Casa – e Edson Albertassi, atual líder do governo, acusados e presos
preventivamente por corrupção e lavagem de dinheiro. Os três deputados são
do PMDB. Em votação aberta, 39 deputados votaram por soltar os três colegas
presos, seguindo o parecer aprovado na Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) da Casa, um absteve-se, enquanto a manutenção das prisões recebeu 19
votos. Além de libertar três marginais, o parecer da CCJ determina que
Picciani, Albertassi e Melo voltem ao exercício do mandato. Lembro que o
precedente foi concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) quando
covardemente empurrou ao Senado Federal o caso do corrupto Senador Aécio
Neves ( PSDB). O Rio de Janeiro está falido e tomado pelo crime. Terra de
ninguém, governada há anos por larápios, como por exemplo, o apenado Sérgio
Cabral (PMDB), que concorre em até 100 anos de prisão, (cumpriu um ano).
Dizer que os deputados da Alerj são imagem e semelhança de seus eleitores
não é verdadeiro, pois uma eleição depende de muitos fatores como a cultura
do povo, mídia, marketing, uso da máquina pública etc. Na verdade, o volume
de coisas erradas que a Operação Lava Jato trouxe a tona a cada dia se
amplia. Com tal confirma-se que os partidos brasileiros, sabidamente sem
ideologia predominante, se diferenciam pelo grau de engajamento ao crime
organizado. A política brasileira aparelhou-se há séculos para beneficiar
seus eleitos. Nesse momento nos cabe desfazer essa rede de crimes. Segundo
“Gabriel, o Pensador, políticos ridículos se sentem mitos”, o que é
inadmissível. Nenhum político idiota é mito e nem mitos são idiotas. Nesse
momento a bandalheira dá abertura para forças de extrema direita que já
castraram e consumiram o Brasil por 21 anos. Não foi nos 13 anos de
Lulopetismo que criou-se o terrível arcabouço da política mafiosa com
fóruns privilegiados e corporativismo, mas o Lulopetismo a aperfeiçoou. O
Brasil não é e nem será mais o mesmo. Quanto aos políticos criminosos?
Muitos serão punidos e um círculo virtuoso se criará. Vidas longas aos
ganguesteres, dessa forma pagarão por seus crimes.

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