O DIA MUNDIAL DA ÁGUA

Dia 22/03 comemoraremos o Dia Mundial da Água, néctar dos seres vivos.
Vivemos um período de estiagem sem precedentes nessa época do ano. Desde que
a Terra se formou o volume de água somado em seus três estados físicos é
absolutamente o mesmo. As dificuldades para o homem vai da qualidade da água
para o consumo que está cada dia mais poluída até a logística de
armazenamento e abastecimento dos consumidores, cada vez mais distantes dos
reservatórios e fontes. Estamos em plena crise de abastecimento com
reservatórios vazios. Comecemos a ver o caso do Rio Amazonas. Nosso rio
maior despeja no mar cerca de 130 milhões de litros de água doce por
segundo. Com 20 segundos dessa descarga seria possível abastecer cada um dos
10,5 milhões de habitantes da cidade de São Paulo com os 250 litros que cada
um consome por dia, em casa. Muita água. A agricultura no mundo consome
cerca de 7,0 quatrilhões de litros por ano, que corresponderia à descarga do
Rio Amazonas durante cerca de 640 dias, quase dois anos. Esse consumo, quase
75% do uso total de água no mundo, tende a aumentar muito, já que até meados
deste século China e Índia, com 40% da população mundial, vão ampliar sua
utilização em 80%. China e Índia tendem a enfrentar problemas muito graves,
por causa de utilização na agricultura de mais água subterrânea do que as
chuvas repõem. O Brasil também não escapa. Sua agricultura, na qual o uso da
água é mal planejado, contribui para um quadro preocupante. Porque os
problemas não estão apenas na agricultura, estão também no despejo de
esgotos sem tratamento nos rios, no desperdício de água, na vulnerabilidade
dos mananciais de abastecimento público, nos desmatamentos em áreas de
reservatórios, na precariedade de controle dos órgãos ambientais sobre o uso
da água. O relatório da Rede WWF lembra que para produzir uma batata são
necessários 25 litros de água; para um ovo, 135 litros; para um hambúrger,
2.400 litros; para o couro de um par de sapatos, 8 mil litros; para o
algodão de uma camiseta, 4.100 litros, ou 75 litros para um copo de cerveja,
200 litros para uma taça de vinho, 140 litros para uma xícara de café e 40
litros para uma fatia de pão. Esses números podem vir a ter muita
importância se os países detentores de recursos e serviços naturais – como o
Brasil – conseguirem impor o que os vários relatórios recomendam: uma
política de valorização da água, de atribuição de valor, seja para uso
interno, seja na exportação. Outro caminho está nos investimentos na
manutenção das redes de serviços de água, pois custa muitas vezes menos
conservar um litro de água do que gerar um litro “novo”, com a construção de
barragens, adutoras, estações de tratamento. São muito caminhos com a
advertência de que não se pode perder mais tempo. A crise é grave!

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