OS JUROS DE MERCADO

A Teoria Econômica contida nos manuais de economia estabelece a supremacia de duas linhas de políticas interdependentes e complementares, para se combater a inflação: As políticas monetária e fiscal.

A eficácia no combate a inflação depende, fundamentalmente, da aplicação, ao mesmo tempo, das duas medidas.

As ações da política econômica, a partir do final de 2016: em 2017 e neste primeiro trimestre, tem produzido efeitos positivos no combate a inflação, que terminou em 2,95%, em 2017, medida pelo índice oficial – IPCA, a anualizada, a partir de março de 2017 a fevereiro de 2018, encontra-se num patamar inferior a 3%.

Temos, portanto, índices de inflação mais baixos da história econômica do País, frutos não somente das políticas monetária e fiscal, mas também, resultantes de um quadro de recessão econômica, jamais vivido em nossa história.

É imperativo registrar que, a baixa da inflação, amenizou parcialmente, o sofrimento com a perca  da renda e do poder de compra dos 23,6 milhões de brasileiros, entre os desempregados e subempregados.

O Banco Central do Brasil vem desempenhando, com maestria, o seu papel de “guardião da moeda nacional”, ao combater eficientemente a inflação, evitando a perda mais acentuada do “poder de compra” da moeda nacional.

A política monetária se materializa através de várias ações e instrumentos que, em seu conjunto, combatem tanto a inflação de “demanda”, como a inflação de “custos”.

São eles: o controle da emissão de moeda; o recolhimento compulsório sobre os depósitos bancários; o redesconto de liquidez e o open-market.

Tivemos, em 2017, uma acentuada queda na taxa básica de juros – a Selic, de 14,25% a.a. em janeiro para 6,75% em dezembro. Essa forte redução não foi, todavia, acompanhada pelos juros praticados pelas Instituições Financeiras que os mantiveram elevados, provocando, a curso forçado, forte transferência de renda do setor real da economia, para o setor financeiro.

Em 28 de março próximo, o Banco Central anunciou a redução do Recolhimento Compulsório sobre os depósitos à vista dos Bancos Comerciais, de 40% para 25% e de 24,5% para 20%,  nos depósitos da poupança.

Com essas medidas, a partir de 02/04/2018, os Bancos terão em seus caixas R$ 25,7 bilhões a mais de recursos e há uma expectativa de que, com maior oferta de créditos, os juros de mercado venham a cair substancialmente. É o que o Brasil espera e o que desejamos.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. E-mail: messiasmercadante@terra.com.br

 

 

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OS NÚMEROS PARA 2018

O IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou, na semana passada, o desempenho da economia brasileira em 2017, com um crescimento de 1% do PIB – Produto Interno Bruto, em relação ao ano de 2016. Uma importante reversão da curva declinante da nossa economia  nos últimos três anos.

O detalhamento do desempenho por regiões nos revela, além do perfil predominante da atividade econômica do agronegócio, a não disseminação dessa expansão para regiões mais industrializadas, como podemos observar abaixo:

Regiões Participação % / no PIB Crescimento % / 2017

Sudeste 53,2 – 0,7

Sul 16,9 + 3,4

Nordeste 14,5 + 1,7

Centro-Oeste 9,9 + 2,4

Norte 5,5 + 2,6

Os números acima, conjugados com o aumento de 78.000 empregos formais já no início deste ano; com uma inflação baixa, projetada para 3,5% neste ano; com juros básicos que tendem para 6,5% a.a.; com o aumento da oferta de crédito no país; com um desempenho muito favorável na Balança Comercial, com um  superávit em torno de US$ 65 bi; e com a manutenção, em níveis satisfatórios, dos Investimentos Diretos dos Estrangeiros, que pode chegar a US$ 70 bi, o Brasil, pode, efetivamente, crescer mais que 3% em 2018.

Um fato relevante é que a disseminação do crescimento econômico, que não ocorreu em 2017, já pode ser percebida neste ano, com um melhor desempenho em todo o País, do setor industrial, que já inicia um processo gradual de crescimento dos investimentos.

Outro importante fato que verificamos é o aumento da confiança dos consumidores, que voltam a consumir com maior efetividade e desenvoltura.

Os fatos acima são reais e nos permitem olhar com entusiasmo para o futuro. Teremos, todavia, no meio desse processo, as eleições em outubro próximo.

Que os eleitores brasileiros sejam felizes nas escolhas.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br

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O LIVRE COMÉRCIO MUNDIAL

Em outubro de 1944, já ao término da 2ª Guerra Mundial, aproximadamente 100 países, reunidos em Bretton Woods – USA, criaram o FMI – Fundo Monetário Internacional e, ao mesmo tempo, o Banco Mundial – BIRD – Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento, esse para financiar a reconstrução da Europa, combalida pela guerra.

Arquitetou-se assim, um projeto para a recuperação da economia mundial.

Poucos anos depois, ocorreu a chamada Rodada do Uruguai, com cerca de 95 países, oportunidade em que foi criado o GATT – Acordo Geral de Tarifas e Comércio (General Agreement on Tariffs and Trade). O objetivo foi o de estabelecer um comércio mais livre, portanto, com menos protecionismos unilaterais, de forma a fortalecer o comércio internacional dos países e o desenvolvimento econômico mundial.

Em 1995, o GATT foi substituído pela OMC – Organização Mundial do Comércio, com poderes para estruturar um conjunto de regras que regulasse o comércio internacional e, pela arbitragem institucional, o estabelecimento de princípios básicos de redução das barreiras comerciais; a não discriminação comercial entre os países e a compensação aos países prejudicados por aumentos unilaterais de tarifas alfandegárias e ações protecionistas.

O comércio mundial evoluiu e ampliou os benefícios do bem estar social, proporcionados pelas trocas internacionais.

A formação de blocos econômicos, como o Mercado Comum Europeu – União Européia, com cerca de 27 países da Europa; o MERCOSUL, com Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai (a Venezuela atualmente suspensa) e o NAFTA – livre comércio entre USA, Canadá e México, corroboraram para a ampliação do comércio intra-blocos e de forma global, sustentavelmente, de forma positiva.

No momento atual, o Presidente dos USA – Donald Trump vem, de forma relativamente contínua, agindo na direção contrária das evoluções acima. De princípio, já afirmou que irá cancelar a participação no NAFTA, considerando prejudicados os interesses americanos nesse comércio. Anunciou agora, unilateralmente, a imposição de sobretaxa de 10% às importações de alumínio e de 25% para o aço. Um retrocesso ao livre comércio mundial, o início de uma guerra comercial e um difícil trabalho para a OMC.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books- SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. E-mail: messiasmercadante@terra.com.br

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QUE FUTURO QUEREMOS ?

É ainda tênue a percepção da sociedade acerca das grandes transformações que advirão da 4ª Revolução Industrial, da indústria 4.0, da internet das coisas, com uma acelerada e crescente substituição de trabalhadores por robôs nas estruturas operacionais das empresas. Essa é apenas uma pequena parte dessa evolução.

É, entretanto, prematuro tentar prever as grandes transformações que ocorrerão na educação, na medicina, no campo do direito, da biologia, da química, da engenharia,  na economia e em muitas outras áreas.

Algumas reflexões são oportunas nesta etapa atual:- Uma delas é que no campo da atividade empresarial, num ambiente de competitividade, essas transformações fazem parte de suas atividades e de seus planejamentos estratégicos e crescem horizontal e verticalmente em todas as cadeias de interdependência comercial.

Outra realidade presente vem ocorrendo no campo da educação, com a intensificação do conhecimento de empreendedorismo e robótica que, em parte, estão preparando a juventude para um mundo predominantemente digital.

Entrementes, não é desejável que a sociedade avance na direção do totalmente desconhecido.

É preciso prudência, mas ao mesmo tempo, a busca do entendimento das etapas dessa evolução e, então, um posicionamento contemporâneo, dinâmico e participativo de todos os atores desse processo.

É, todavia, preocupante a atuação eqüidistante dessa realidade do Legislativo e do Executivo Federal.

O Brasil não pode mais perder, novamente, o tempo que já desperdiçou com retrocessos econômicos indesejáveis, com o fisiologismo, com o clientelismo e com a corrupção. Com interesses individuais e partidários que se sobrepõem aos interesses nacionais.

O mundo corre, tem pressa e age na direção dessa evolução. Se perdermos tempo, estaremos, como ocorreram nos últimos quatro anos, nos distanciando, de forma depressiva, de grande parte dos Países, impondo, mais uma vez, sacrifícios à sociedade e ao futuro das nossas crianças e jovens.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. E-mail: messiasmercadante@terra.com.br

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A QUESTÃO DOS JUROS

Em início de fevereiro, o COPOM – Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, reduziu a taxa básica de juros – a SELIC, para 6,75% ao ano. O menor juro da história em nosso país.

Durante todo o ano de 2017, os juros básicos que, em janeiro se posicionava em 14,25% ao ano, foi caindo e terminou o ano em 7,00%. Na trajetória seqüencial das reduções nos juros, os bancos comerciais não acompanharam essa evolução e, ao contrário, na direção oposta, aumentaram os juros, além de reduzirem a oferta de crédito para as empresas e consumidores, de forma defensiva, em função do baixo nível de liquidez na economia, mas que, no entanto, não contribuíram para amenizar a recessão econômica, dificultando também, a recuperação da economia, além da oferta de empregos.

O futuro presidente do Bradesco, o economista Octávio de Lazari Júnior, em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo, afirmou “ter chegado a hora de os bancos brasileiros aprenderem a conviver com juros baixos”. Afirmou, ainda, que “é lógico que os bancos têm um ganho importante com taxas de juros altas, mas não adiante ser empresa rica num país pobre”.

Enfatizou, também, que “o segredo está na escala : Se emprestar mais, o sistema financeiro continuará sendo rentável”.

Essa  visão do banqueiro que assumirá a presidência em março próximo, caminha na direção do anseio da classe empresarial e, na direção exata das necessidades do Brasil, para poder consolidar um crescimento sustentável da nossa economia.

Em economia, existe uma relação inversa entre a taxa de juros e consumo e investimentos financiáveis. Quando os juros caem, tende a aumentar o consumo e investimentos, corroborando para o crescimento econômico, a geração de empregos e renda, consolidando o chamado “efeito multiplicador de desenvolvimento econômico”.

Para crescermos em torno de 3% neste ano, uma redução dos juros no mercado e a ampliação da oferta de créditos, são fundamentais.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email : messiasmercadante@terra.com.br

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A EVOLUÇÃO PRESENTE E FUTURA

Não obstante a exigüidade do nosso tempo, toda a humanidade caminha  e age como se fossemos infinitos.

Também na atividade econômica, na busca permanente de hegemonia, poder e riqueza, os agentes e pensadores econômicos introduziram conceitos e  “idéias centrais” que revolucionaram o comércio mundial e as estruturas da produção das commodities agrícolas, das manufaturas e bens de capital.

Naturalmente que, na evolução do pensamento econômico, em cada “idéia” predominante, o mundo experimentou o processo de “causa e efeito” com as suas implicações nas Sociedades.

Do unilateralismo  dos Mercantilistas dos Séculos XVI e XVII que agia para somente “vender” mais aos estrangeiros e, deles “comprar” o mínimo imprescindível, de forma a acumular metais preciosos e manter o poder, ao pseudo bilateralismo da Escola Clássica e Idéia Liberal dos Séculos XVIII e XIX, que através da Teoria das Vantagens Absolutas e Relativas, apregoavam o avanço bilateral da especialização entre países sem, todavia, observar os diferentes estágios de desenvolvimento entre as Nações, assim como, os diferenciais de valores agregados entre, por exemplo, os produtos primários e os manufaturados. Consequentemente, o poder de acumulação de riquezas, ficou do lado dos produtores de manufaturados em detrimento dos de produtos primários.

Depois dos exemplos acima, passo a me concentrar na 4ª Revolução Industrial, da indústria 4.0, da “internet das coisas”, da robotização.

O mundo avança nessa direção, em velocidade contagiante, ainda sem saber “todas” as implicações / abrangência e “causas e efeitos” dessa nova “inteligência” que, modifica substancialmente a fronteira do conhecimento científico e tecnológico, inclusive, com implicações imprevisíveis sobre os problemas econômicos fundamentais e interdependentes das Sociedades, quais sejam : O que produzir, como produzir e para quem produzir ?

Estamos “todos” entrando em um túnel escuro sem enxergamos uma luz em sua extensão e aonde chegaremos.

A questão fundamental é que não temos escolhas, é preciso caminhar alinhados com mais essa evolução tecnológica e de “idéias” e outras que, certamente, virão no futuro.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiamercadante@terra.com.br04

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O IMPULSO ESPERADO PARA 2018

A incrível velocidade do tempo já venceu o mês de janeiro e nos apresenta fevereiro, que “tem carnaval”,

Fevereiro precisa ser o mês da virada sustentável da economia brasileira, com o Congresso Nacional  aprovando  a reforma da Previdência Social. Se ocorrer, a economia poderá surpreender o mundo com um crescimento econômico próximo de 4% no ano.

Em economia, o processo de “causa e efeito” é um evento certo e, quando se tem uma base mais sólida de indicadores econômicos, eles tendem a provocar um efeito multiplicador que produz um círculo virtuoso.

Terminamos 2017 com uma alta real da arrecadação federal de 0,59%, após três anos de queda.

Enquanto tivemos um saldo de desempregados de 1,3 milhão em 2015 e 1,5 milhão em 2016, em 2017, tivemos 20,8 mil, portanto, quase que em equilíbrio.

O déficit externo em transações correntes caiu em 2017 para 0,48% do PIB – Produto Interno Bruto, o menor em dez anos, totalizando US$ 9,6 bilhões, fruto, principalmente, do robusto superávit na balança comercial de 64 bilhões, que integra Transações Correntes.

O IED – Investimento Direto dos Estrangeiros atingiu US$ 74 bilhões no ano passado.

Ainda sem o número final, mas pelos indicadores já conhecidos, a economia deixou para trás o ciclo recessivo e pode apresentar um crescimento em torno de 1,2%.

A base, para um crescimento robusto neste ano,  é sustentável e, com a melhora no nível de renda das famílias e o aumento do consumo, esse processo se consolida e passa essa positiva convicção e confiança a todos os demais agentes econômicos.

No Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o Presidente Michel Temer afirmou, se referindo de forma estrutural ao Brasil, “estamos de volta” e conclamou aos empresários estrangeiros que invistam no Brasil.

Voltar a crescer mais fortemente e contar com os investimentos dos estrangeiros é de fundamental importância para o País.

Entrementes, contudo, precisamos nos preparar para uma reforma tributária que contemple, entre outras reduções, uma queda de impostos em relação ao lucro das empresas, para acompanharmos a redução desses impostos no exterior e, aqui perto, na Argentina e Chile.

Não são poucos os desafios e, além da reforma da Previdência Social, precisamos acertar na escolha do próximo Presidente do Brasil.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br

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A CONFIANÇA EM 2018

“A confiança faz nascer a fortaleza” – Frei Edrian Josué Papini

Em meio à chuva, timidamente o sol já se faz presente nos amanheceres deste início de 2018, sob o presente do verão de todos os  anos.

Depois de um ano carregado de dificuldades e sobrepeso para muitos trabalhadores, empresários e para toda Sociedade, iniciar um Ano Novo é como não apenas poder sonhar com um País melhor para todos, mas poder acreditar que o trabalho, os esforços, a determinação e a perseverança de cada um, não será em vão e redundará  em crescimento e sucesso profissional e empresarial.

Não obstante a aridez de 2017, o Brasil progrediu de forma acentuada no conhecimento e participação da Sociedade brasileira, em relação à atuação política e governamental. Crescemos no conceito e prática da ética e da justiça.

2018 se inicia com os pilares da democracia e da superior soberania do povo, fincados nos corações e mentes dos brasileiros.

O que o Governo Temer plantou em 2017, com a inflação e juros baixos, com limites-tetos para os gastos públicos, com responsabilidade fiscal, com a manutenção do câmbio flutuante, com a modernização necessária e imprescindível das Relações Trabalhistas, com a reorganização fundamental e novo marco regulatório de todo o setor energético, com o resultado altamente favorável do saldo na conta de transações correntes com o exterior, com o fluxo de investimentos externos em nosso País e com o desempenho da nossa economia, que reverteu a curva de crescimento, de negativa para positiva, nos dá a confiança de que 2018 será auspicioso para a economia brasileira, para os negócios empresariais e para a geração de um número significativos de empregos em todo o país.

Temos, todavia, que vencermos dois desafios que serão mandatários para que este ano seja grandioso para todos : – A aprovação da Reforma da Previdência Social e que a Sociedade eleja, com consciência e sabedoria, os novos representantes no Legislativo –  Deputados Estaduais, Federais e Senadores e, que, em especial sejamos lúcidos e felizes na escolha do novo Presidente da República.

O Brasil precisa consolidar a sua posição como uma grande Nação.

Feliz 2018 para todos.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books-SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. E-mail: messiasmercadante@terra.com.br

 

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OS FATOS PRESENTES E O FUTURO

Em excelente artigo, o advogado e professor Miguel Reale Júnior, aborda duas questões fundamentais na escala de valores de um País.

Os dados divulgados pelo Banco Mundial; pelo IBGE e pelo economista francês Thomas Piketty, do Instituto World Wealth  & Income Database,  registram a grande desigualdade na distribuição da renda e da riqueza em nosso País.

Os três trabalhos constataram que 1% da população mais rica concentra renda equivalente a 38 vezes a renda de 50% da população mais pobre.

Outra questão fundamental foi apontada no relatório do IBGE, indicando que ainda temos no Brasil 12,9 milhões de pessoas, com mais de 15 anos de idade, analfabetas.

Em ano de eleição para Presidente da República, é presumível que candidatos populistas abordem essas duas questões e as ações que pretendem implementar para a solução desses problemas. Não existe um passe de mágica para essas questões que foram se materializando ao longo de décadas.

A lucidez e responsabilidade do eleitor brasileiro, reside exatamente em entender e separar problemas conjunturais, que são susceptíveis de correções pontuais, de problemas como esses, que são estruturais, complexos e difíceis, cujas correções necessitam de um tempo de prazos médio e longo para que possam ser, gradativamente, melhorados e, que, dependem não somente de ações, mas, principalmente,  de condições favoráveis, que advém de um processo de desenvolvimento econômico sustentável por um longo período.

A desilusão, a desesperança e os sofrimentos impostos à Sociedade Brasileira, nos últimos quatro anos – 2014 a 2017, provocaram uma ansiedade predominante e um natural desejo de mudanças, por parte de todos os brasileiros.

É preciso que tenhamos consciência e equilíbrio emocional, para avaliarmos os candidatos, seus programas de governo e a responsabilidade de suas propostas para o País.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books –SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br

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OS DADOS POSITIVOS E DESAFIOS PARA 2018

Ainda sem o fechamento do desempenho da economia brasileira em 2017, sendo que as projeções indiquem um crescimento de 1%, os fatos decorrentes mostram que, efetivamente, teremos em 2018, uma significativa melhora nos indicadores, que nos permitem acreditar num crescimento muito próximo de 3%.

Com a inflação sob absoluto controle – tivemos no ano passado um IPCA – Índice de Preços ao Consumidor – amplo, do IBGE, de 2,95% e, com a previsão  da segunda melhor colheita de grãos da história, da ordem de 228 milhões de toneladas – dados da CONAB – teremos, novamente, neste ano, uma grande contribuição do agronegócio, para termos uma inflação baixa, não obstante a pressão por recomposição de margens perdidas pelas empresas nos três últimos anos.

Outro dado relevante é que começamos 2017 com uma taxa básica de juros de 14,25% ao ano e terminamos com 7%.

Os investimentos voltaram timidamente no ano passado, com um crescimento entre 2%e 3% no ano. Neste ano, com um melhor desempenho da economia; com maior utilização da capacidade instalada das empresas; maior oferta de crédito e juros menores, os investimentos crescerão mais fortemente, contribuindo para o desempenho da economia.

O consumo, que iniciou 2017 na retranca, foi, ao longo do ano, se soltando e com a ajuda, embora pequena, da volta de empregos e a liberação de cerca de R$ 40 bilhões das contas inativas do FGTS, mais aproximadamente, R$ 16 bilhões do PIS, os consumidores, mais confiantes na economia, voltaram a consumir com maior desenvoltura e ajudaram na recuperação da atividade econômica.

Todos os fatores acima, nos indicam que teremos neste ano um “efeito multiplicador” da atividade econômica mais significativo e sustentável.

Entretanto, é importante lembrar, que teremos também desafios a serem superados, que já teve início com o rebaixamento da nota de crédito da dívida do Brasil, pela Agência de avaliação de risco Standard & Poor’s  e, mais preocupante, a crise fiscal do País.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br

 

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