A QUESTÃO TRIBUTÁRIA

Com um rombo projetado de R$ 58 bilhões para 2017, além, naturalmente, de 139 bilhões, do déficit primário (Receitas (-) despesas sem  os juros sobre a dívida interna do Setor Público de, aproximadamente, 3,4 trilhões), já previsto no Orçamento da União, o Ministro da Fazenda declarou que está estudando a possibilidade de aumentar impostos para cobrir esse déficit marginal.

É muito forte a reação das Entidades Empresariais, como a CNI – Confederação Nacional da Indústria e a FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e, também, das Sindicais dos Trabalhadores que rejeitam totalmente a hipótese de aumento de carga tributária, que já é superior a 36% do PIB – Produto Interno Bruto – uma das mais altas do mundo

A Sociedade Brasileira, muito mais ciente das questões econômicas e sociais do País, não aceita e não consegue absorver e assumir um ônus adicional, em favor do Governo Federal, pagando mais impostos.

Cabe, a priori, ao Governo, estudar cortes de despesas no Executivo, no Legislativo e no Poder Judiciário, para mitigar essa difícil situação fiscal e, somente, após, se necessário, buscar outras soluções ainda antes de aumentar impostos.

A estrutura tributária do País é extremamente perversa, pois está estruturada com um peso maior de tributos indiretos, como o PIS, COFINS, ICMS e IPI, que incidem sobre os bens de consumo e produção, os quais estão inseridos nos preços dos bens e pagos por todos os consumidores independentemente de suas rendas, gerando assim, os chamados “impostos regressivos” que significa que paga relativamente mais,  quem ganha menos e, relativamente menos, quem ganha mais. São, portanto, socialmente injustos.

Se, em última instância, restar somente o aumento de impostos, que seja de impostos diretos, que são ”progressivos”, socialmente justos – paga-se mais quem ganha ou tem mais e paga-se menos quem ganha ou tem menos.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor de Economia do UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books e Gestor da Unidade de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. – Email: Messiasmercadante@terra.com.br

 

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VALOR

Uma palavra singular com uma dimensão tão ampla, tão plural, tão importante em suas múltiplas faces que, em muitos casos, não é adequadamente ponderada pelas sociedades e economias.

Pelo olhar da Ciência Econômica, tivemos nos Séculos XVIII e início do XIX – pelos Economistas Clássicos, a Teoria Objetiva do Valor – Trabalho, que defendia que o “valor” de um bem derivaria, unilateralmente, da quantidade de horas – homens trabalhadas na sua produção. Esse pensamento evoluiu para as trocas internacionais, com a Teoria das Vantagens Absoluta e, em seguida, Relativa, que considerava, no comércio internacional que cada País deveria se especializar na produção de bens que fossem mais eficientes, qual seja, que obtivessem  maior produção, com menor número de horas  trabalhadas.

No Século XIX – com os Marginalistas ou Neoclássicos, o pensamento econômico evoluiu para a Teoria Subjetiva do Valor – Trabalho. Definiram, portanto, que o “valor” – “preço” de um bem não dependeria somente das horas – trabalhadas, mas, também, de outros custos, como verificamos atualmente e, principalmente, da “utilidade” do bem.

Mas, deixando de lado a economia, a palavra “valor” tem um sentido muito profundo em nossa existência. Sabemos, por exemplo, dimensionar o “valor” do “tempo” em nossas vidas em suas respectivas etapas ? Sabemos aquilatar o “valor” de uma amizade para tentar eternizá-la ? O  “valor” dos entes familiares que nos sustentam na vida, o “valor” do nosso trabalho  e dos nossos negócios?

Com uma reflexão maior, sabemos o “valor imaterial” dos “dons” que temos e, que, em grande parte, nos foram dados gratuitamente por Deus ?

É preciso que, em um ou mais momentos do nosso dia-a-dia, paremos para uma ponderação mais profunda para pensarmos nesses “valores” inestimáveis do “nosso tempo”.

Todos nós sabemos que as palavras aparecem e desaparecem com o passar do tempo mas, um fato é certo: Se valorizarmos, de forma superior e, unilateralmente,  o poder e a riqueza, os “valores” reais da vida  poderão ficar menos observados. Nesses casos, uma grande perda de “valor”.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor de Economia da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books e Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br

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A SOMA DO AGRONEGÓCIOS

Fechamos fevereiro com um resultado positivo na Balança Comercial: exportamos US$ 15,472 bilhões e importamos US$ 10,912 bilhões, com um superávit de US$ 4,560 bilhões. Nos dois primeiros meses deste ano, um saldo acumulado de US$ 7,385 bilhões.

As commodities foram as principais responsáveis por esses resultados. Exportamos um pouco menos em volume de grãos em relação ao ano passado, porém os preços se elevaram globalmente no exterior, o que foi favorável ao Brasil. Os termos de trocas tem favorecido a nossa Balança Comercial: os preços relativos das nossas exportações foram melhores, relativamente aos preços dos produtos importados.

O agronegócios vai injetar recursos da ordem de R$ 278 bilhões, gerando benefícios para toda a economia brasileira.

A leitura econômica nos leva a acreditar que, considerando o crescimento de cerca de 7% da China e igualmente da Índia, os dois países mais populosos do mundo e, também, com um melhor nível da retomada de crescimento da Europa e dos Estados Unidos, o consumo mundial de alimentos tenderá a crescer neste e nos próximos anos, sustentavelmente,  o que será muito importante para o nosso agronegócios e para o Brasil como um todo.

Existe no país um entusiasmo de que já estamos saindo da recessão econômica.

Não obstante a torcida e o trabalho para que essa previsão se materialize, temos ainda, infelizmente, grandes entraves em nossa economia, como a escassez de crédito; os juros elevados; o alto nível de endividamento das famílias; o baixo nível de investimentos; a liquidez do Setor Público; o baixo nível da atividade industrial, do comércio e serviços e uma carga tributária penalizadora da atividade econômica, além de encargos trabalhistas sufocantes para os empresários.

Os desafios, que todos sabemos, são grandes, porém, possíveis de serem mitigados. Pode e deve ser apenas uma questão de tempo.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor de Economia da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books e Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br

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O PENSAMENTO ECONÔMICO

A busca de hegemonia, da riqueza e do poder, sempre estiveram presentes na história e evolução do pensamento econômico. Em cada etapa, o mercado vivenciou as idéias predominantes e seus efeitos sobre as sociedades, sobre as economias, seus respectivos países e o mundo.

Nos séculos XVI e XVII, quando o Brasil foi descoberto, predominou a “idéia central” dos Mercantilistas, que elegeram o comércio exterior como a atividade que deveria gerar “riquezas” para preservar o poder nacional e a hegemonia do Estado. Defendiam, indiscriminadamente, que deveriam “vender” mais aos estrangeiros, do que deles “consumir”. Para tal, baixos impostos nas “exportações” e elevada carga tributária nas “importações”. Um posicionamento eminentemente unilateral.

No século XVIII, com a Revolução Industrial, os Clássicos, liderados por Adam Smith e David Ricardo, introduziram a “idéia liberal” do “Laissez-Faire”, onde a atividade econômica deveria derivar do “mercado” e, o Estado, deveria se afastar da atividade econômica. A economia seria regida por um conjunto de leis naturais;

No século XIX, a “idéia central” dos Marginalistas ou Neoclássicos, de Alfred Marshall, que preconizaram conceitos valiosíssimos como o da “utilidade”,  preponderante na determinação do valor das mercadorias e serviços e os conceitos de custo marginal e receita marginal entre outros valores;

Já no século XX, diante da Grande Depressão de 1929/1930, John Maynard Keynes, voltou ao caminho do “poder do Estado”, para que interviessem nas economias, com investimentos públicos na infraestrutura, para alavancar a atividade econômica mundial e recuperar as economias. Deu certo.

Após a segunda Grande Guerra Mundial, em 1947 ocorreu a chamada “Rodada do Uruguai”, onde mais de 100 países assinaram o Acordo do GATT – General Agreement on Tariffs and Trade – Acordo Geral de Tarifas e Comércio, para estabelecer um “comércio livre” de tarifas e de medidas protecionistas;

Em 1995, os países, em números  significativos, cerca de 160, criaram a OMC – Organização Mundial do Comércio, como Órgão indutor e árbitro do livre comércio mundial e do multilateralismo, atualmente, sob o comando do brasileiro Roberto Azevedo;

Agora, em pleno século XXI, o recém  Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ensaia a volta dos unilateralismo, com a possibilidade de adotar mecanismos de sanções contra parceiros comerciais, outros países, sem a consulta, intermediação ou arbitragem da OMC. Se ocorrer, será um passo gigante para traz, no desejável “livre” comércio mundial.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Profº de Economia da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books, Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí – Email: messiasmercadante@terra.com.br

 

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A LENTIDÃO DO GOVERNO

Dados divulgados pelo IBGE apontam que faltam vagas para 24,3 milhões de trabalhadores no País. As estatísticas da pesquisa por amostragem domiciliar – PNAD indicam 12,9 milhões de desempregados, números que continuam subindo de forma persistente.

O Brasil está sendo asfixiado por algumas condicionantes que, em parte, ou estão sendo mitigadas num processo excessivamente lento ou, ainda, não foram objetos de ações corretivas.

Em ordem de prioridades, vamos caracterizar o Crédito Bancário.  Nas economias, temos as variáveis reais: – a produção; o consumo; os meios de transporte e comunicação, etc., de um lado e, do outro, a quantidade de moeda e crédito. Ambos são objetos de velocidades de circulação. O equilíbrio entre as variáveis dos dois lados conjugam para a estabilidade da inflação.

Se o lado da oferta de moeda e crédito cresce desproporcionalmente em relação às variáveis reais – provoca a conhecida INFLAÇÃO DE DEMANDA, mas, se ao contrário, sofrem um encolhimento, como vem acontecendo com o crédito no Brasil, onde o volume foi reduzido entre os anos de 2015/2016 em R$1 trilhão e continua baixando sistematicamente, a economia encolhe e pode chegar a uma depressão econômica. A percepção de risco de crédito, pelos Bancos, é grande e o Banco Central ainda não trabalhou para reverter essa precária situação.

Como exemplo, a PDG- Grande empreiteira abriu recuperação judicial, o que afetará a saúde financeira de 24 mil fornecedores que, por suas vezes, extrapolarão seus problemas para um número maior ainda de outros fornecedores. É o chamado “efeito cascata”.

Em segundo, vamos registrar novamente a questão dos juros básicos – a SELIC. O Banco Central reduziu os juros de 13% para 12,25% ao ano. Uma tímida redução que produzirá, de fato, de imediato, uma baixa no dispêndio do Setor Público, com juros de aproximadamente R$ 27 bi por ano. Não provocará melhora na liquidez e efeitos positivos na atividade econômica, no curto e médio prazos.

Erradamente, estamos novamente valorizando o real frente ao dólar, utilizando a chamada “âncora cambial”, para segurar a inflação, sabendo que, como consequência, tenderemos a importar mais e exportar menos.

Como verificamos, é muito tênue a preocupação do Governo com a atividade econômica e com o emprego.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor de Economia na UNIANCHIETA             ,Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, da Prefeitura de Jundiaí, autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books-SP, Email: messiasmercdante@terra.com.br

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A CRISE ECONÔMICA

Olivier Blanchard, que foi, entre 2008 e 2015, economista-chefe do FMI – Fundo Monetário Internacional, em evento em São Paulo, declarou, assertivamente, que “o mundo não está preparado para uma nova crise econômica”. “Novos mecanismos deveriam ser testados já para enfrentar ciclos de desaceleração que, poderão e provavelmente ocorrerão no futuro.

A crise do subprime de 2007/2008, nos USA, Europa e que também, mais de longe, atingiu o Japão, repercute negativamente, ainda hoje, após 9/10 anos,  nas três regiões de maior importância para a economia mundial, sem que tenham recuperado plenamente as suas economias. Não fora o excepcional desempenho da China: a segunda maior economia do mundo, a crise poderia ser ainda hoje, mais profunda do que é.

Estou me reportando a essas duas contemplações, para me ater à maior crise econômica, do último século, em nosso País. Maior mesmo que a “grande depressão de 1929, que quebrou milhares de empresas em todo o mundo.

Os propósitos políticos dos governos Lula/Dilma, nos legaram  esta profunda crise, que caminha celeremente ceifando empregos em todos os Estados Nacionais e quebrando milhares de empresas.

Luiz Carlos Bresser Pereira, ex-ministro da Fazenda, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, declarou sua preocupação, que também é nossa, acerca da notícia do IBC – Índice do Banco Central, que indica uma queda do PIB – Produto Interno Bruto, em 2016, de 4,3 %. “Enfatizou que a crise atual é uma crise financeira das empresas. Não é, felizmente, uma crise financeira dos Bancos e nem do Balanço de Pagamentos do País”.

Registrou, ainda, como também já tínhamos registrado anteriormente, que o governo não praticou nenhuma política contracíclica. Apenas tivemos, timidamente, uma redução dos juros básicos, pelo Banco Central.

O crédito bancário, fora o encolhimento em R$ 1 trilhão em 2015/2016, continua encolhendo semanalmente, sem nenhuma ação por parte do Banco Central e, como está caminhando, provocará a quebra e o fechamento de outras milhares de empresas no País e, como conseqüência, de empregos.

Com um pouco de criatividade, o BC pode reverter e corrigir essa grave trajetória da nossa economia.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Profº de Economia do UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books, Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. – E-mail: messiasmercadante@terra.com.br

 

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O BOM E O RUIM

Naturalmente, que nem tudo é absolutamente bom ou ruim, é preciso relativizar. Da mesma forma, na economia de um país, encontraremos pontos positivos-bons e, pontos negativos-ruins.

Alguns fatos positivos:

O IBGE divulgou uma previsão para a safra de grãos neste ano, de 221,4 milhões de toneladas, com um crescimento de 20,3% sobre a safra de 2016 – um nível recorde em nosso País;

Nesta quarta-feira, o COPOM – Comitê de Política Monetária, do Banco Central terá, em sua reunião, a oportunidade de reduzir, no mínimo, em 1% a taxa Selic – taxa básica de juros, de 13% para 12% ao ano. Se o fizer o governo economizará, por ano, cerca de R$ 30 bilhões de juros. Poderá ser também uma boa notícia, pois, indo além, induzirá uma redução dos juros no mercado, tanto para consumo, investimentos e capital de giro para as empresas;

O Setor Empresarial, timidamente começa a se animar ou pouco mais, o que representa, para o curto prazo, uma pequena redução no nível de desemprego, que ainda continuará subindo;

Na Balança Comercial, tivemos um superávit em janeiro, de cerca de US$ 12 bi. Exportamos US$ 24 bi e importamos aproximadamente US$ 12 bi. Um saldo recorde, porque as commodities primárias, como alimentos, minérios e petróleo bruto, tiveram preços mais elevados no mercado internacional. As exportações, como conseqüência, subiram  um pouco mais que 30% e as importações, 18%;

A inflação, projetada para doze meses, está no patamar de 4,5%. Quanto mais baixa, menor a perda de poder de compra, o que afetará menos a população de renda mais baixa e os desempregados;

Março terá início o processo de privatização dos aeroportos de Salvador, Fortaleza, Florianópolis e Porto Alegre e, com eles, um cronograma de investimentos privados;

De forma muito lenta,  a economia dá sinais de pequenas melhorias.

O ruim em nossa economia, atinge o centro vital da atividade econômica :- Os 12,3 milhões de desempregados, mais 6 milhões que vivem de pequenos e inconstantes trabalhos, formais e informais, e o estado precário de muitas empresas, com baixo nível de negócios, descapitalizadas, endividadas e sem crédito no País.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Profº de Economia do UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books, Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí – Email: messiasmercadante@terra.com.br

 

 

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DANOS IRREPARÁVEIS

A história econômica registra que quando a ambição foi exageradamente extrapolada pelos gestores no poder, as perdas decorrentes de suas ações foram irreparáveis para as pessoas, para as empresas e para os Países.

Erros podem ocorrer e, normalmente, ocorrem, porém quando se trata da condução de um País, a responsabilidade funcional precisa estar no patamar mais elevado, pois, ambições desmedidas de projeto de poder, não podem e não devem ocorrer, porque joga com a vida das pessoas e com o equilíbrio ou desequilíbrio de todo o setor empresarial.  São sonhos e esperanças  que desaparecem.

Um País não deveria ficar a mercê e subjúdice de um grupo de pessoas que “podem quase tudo”, inclusive de jogá-lo a uma depressão profunda, desnecessariamente, que não se sabe o quanto de tempo será preciso para recompor a vida profissional e social das pessoas, das famílias e o status quo das empresas.

Dados publicados na Folha de São Paulo, por Vinicius Torres Freire, mostram que “desde 1990, quando há dados comparáveis, o PIB por cabeça do Chile cresceu 145%; da Colômbia, quase 80%; do Uruguai, 102%; do Peru, 112%; da Bolívia, 83%; do Paraguai, 46% e,, o do Brasil, só 27%”.

A burocracia, as elevadíssimas cargas tributárias e os encargos trabalhistas, tornam insuportáveis a atividade das empresas no Brasil, com ônus significativos para muitos empresários que  estão transferindo os seus negócios para o Paraguai, cuja economia passa por um crescimento econômico acima da média. Geram empregos lá, em detrimento daqui e, daquele País exportam para o nosso, que já é o destino de quase 35% das suas exportações.

É preciso agir rapidamente para tentar caminhar na direção contrária da que percorremos nos últimos anos  em nosso País.

É preciso uma Reforma Política que reduza fortemente os Partidos Políticos e o Legislativo Estadual e Federal. É preciso uma grande desoneração tributária e trabalhista no País.

No âmbito institucional, que tenhamos, na gestão da “coisa pública”, mecanismos que nos levem a um “marco zero”, para recomeçarmos um novo pensamento predominante e ético na gestão pública do Brasil.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO É Prof. de Economia do Unianchieta e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books, Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. – Email: messiasmercadante@terra.com.br

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O ESSENCIAL E O ESTRATÉGICO

No mundo corporativo é preciso se posicionar, permanentemente, entre o essencial e o planejamento estratégico.

O essencial, como manter sob absoluto controle as despesas, a eficiência operacional, com os estoques no nível desejado e imprescindível; o suprimento de matérias-primas e embalagens com o rigor da qualidade e custos; a produtividade perseguida e aferida sistematicamente; o controle fiscal com o melhor custo de oportunidade; a contabilidade fidedigna e objeto de análise pontual e fonte de subsídios para tomada de posições; a administração de vendas com informações e estatísticas que subsidiem análises de desempenho das vendas; um departamento comercial inquieto, provocativo, astuto e atento, em tempo real à realidade e evolução do “mercado” e as tendências da concorrência interna e, quando pertinente, internacional e, por fim, uma transparente e eficiente gestão financeira que, em grande parte, resultará da qualidade operacional de todos os departamentos da Empresa.

Em meio à absorvente gestão operacional da Empresa, que tende a ser absoluta no nosso “tempo”, é preciso e fundamental dedicarmos nossa atenção para o “planejamento estratégico”, com um olhar para a frente e para o futuro.

Nada garante que uma Empresa que esteja bem no presente, continue confortavelmente bem no futuro. É preciso trabalhar mais e planejadamente, sabendo onde estamos, com as virtudes e defeitos e onde pretendemos chegar e, a partir desse novo “alvo”, direcionarmos e conduzirmos todos os departamentos pertinentes, para a mesma direção, para o mesmo “norte”, com trabalhos persistentes e perseverantes, com metas a serem atingidas em cada etapa evolutiva dos propósitos definidos.

O planejamento estratégico não deve ser resultante de um pensamento individual que, em muitos casos, pode até prevalecer, mas resultante de um consenso entre os dirigentes e conselheiros da Empresa. Como na economia de um País  os negócios podem experimentar intercadências em suas trajetórias, o planejamento pode e deve ser dinâmico e não estático e, portanto, quando necessário, mudar de rumo e, às vezes, de direção. Assim, haverá uma probabilidade de acertarmos mais e errarmos menos e, possivelmente, de termos sucesso.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Profº de Economia do UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books. Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. – Email: messiasmercadante@terra.com.br

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DA TEORIA À PRÁTICA

Já estamos próximos de terminar o primeiro mês de 2017 e o desemprego continua subindo e pode fechar janeiro com mais 100 mil desempregos. O desalento e a desesperança crescem em todo País.

As intenções do Governo são boas, mas a Sociedade, desesperada e ansiosa por medidas efetivas que possam produzir efeitos de melhoras na economia, começa a se mostrar descrente de que o Governo terá capacidade de agir com competência e na velocidade que requer a profunda crise que vivemos.

O eminente economista, Roberto Giannetti da Fonseca, em excelente artigo titulado de “Chega de diagnósticos, é hora de agir”, no Jornal OESP, “enfatizou que a nossa economia está em estado de emergência e deve seguir imediatamente para a UTI”.

De ações concretas para melhorar o ânimo da economia, tivemos apenas a redução da taxa básica de juros de 13,75% para 13,00% ao ano, com muita timidez.

O dólar caminhou para a direção contrária e o real voltou a se valorizar frente ao dólar.

Os Empresários estão trabalhando arduamente para enxugar os seus custos, porque não tem outra alternativa, considerando o elevado nível de ociosidade e falta de perspectivas à vista.

Outra medida, na tentativa de sobrevivência, considerando que não dispõem de recursos, muitos deixam de pagar os impostos, agravando, ainda mais, a situação fiscal e financeira do Setor Público.

O crédito continua inelástico. Decresceram nos anos de 2015 e 2016, em R$ 1 trilhão e não há sinais de que voltarão a crescer no curto prazo.

É possível destravar a economia brasileira, com as medidas abaixo:

– Redução da taxa básica de juros de 13,00% para 10,00%, em uma só tacada. Provocaria uma redução de R$ 80 a R$ 90 bilhões, por ano, nos juros sobre a dívida do Setor Público;

Induziria a uma razoável queda no custo financeiro para as empresas e pessoas físicas e estimularia o deslocamento da poupança que está no Sistema Financeiro, para o setor real da economia;

– Desvalorizar o real frente ao dólar, em 20% para estimular as exportações e reduzir as importações;

– Promover uma redução razoável dos tributos fiscais e trabalhistas para as micros e pequenas empresas e, por último, por enquanto;

– Zerar todos os impostos incidentes sobre o 13º Salário, tanto para os trabalhadores, como para os empresários.

Com essas medidas, a nossa economia poderia sair da UTI, ir para o quarto e começar a caminhar novamente.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor de Economia do Unianchieta e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – Mercadante Consult. Empresarial – Email: messiasmercadante@terra.com.br

 

 

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