A QUESTÃO DOS JUROS

Em início de fevereiro, o COPOM – Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, reduziu a taxa básica de juros – a SELIC, para 6,75% ao ano. O menor juro da história em nosso país.

Durante todo o ano de 2017, os juros básicos que, em janeiro se posicionava em 14,25% ao ano, foi caindo e terminou o ano em 7,00%. Na trajetória seqüencial das reduções nos juros, os bancos comerciais não acompanharam essa evolução e, ao contrário, na direção oposta, aumentaram os juros, além de reduzirem a oferta de crédito para as empresas e consumidores, de forma defensiva, em função do baixo nível de liquidez na economia, mas que, no entanto, não contribuíram para amenizar a recessão econômica, dificultando também, a recuperação da economia, além da oferta de empregos.

O futuro presidente do Bradesco, o economista Octávio de Lazari Júnior, em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo, afirmou “ter chegado a hora de os bancos brasileiros aprenderem a conviver com juros baixos”. Afirmou, ainda, que “é lógico que os bancos têm um ganho importante com taxas de juros altas, mas não adiante ser empresa rica num país pobre”.

Enfatizou, também, que “o segredo está na escala : Se emprestar mais, o sistema financeiro continuará sendo rentável”.

Essa  visão do banqueiro que assumirá a presidência em março próximo, caminha na direção do anseio da classe empresarial e, na direção exata das necessidades do Brasil, para poder consolidar um crescimento sustentável da nossa economia.

Em economia, existe uma relação inversa entre a taxa de juros e consumo e investimentos financiáveis. Quando os juros caem, tende a aumentar o consumo e investimentos, corroborando para o crescimento econômico, a geração de empregos e renda, consolidando o chamado “efeito multiplicador de desenvolvimento econômico”.

Para crescermos em torno de 3% neste ano, uma redução dos juros no mercado e a ampliação da oferta de créditos, são fundamentais.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email : messiasmercadante@terra.com.br

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A EVOLUÇÃO PRESENTE E FUTURA

Não obstante a exigüidade do nosso tempo, toda a humanidade caminha  e age como se fossemos infinitos.

Também na atividade econômica, na busca permanente de hegemonia, poder e riqueza, os agentes e pensadores econômicos introduziram conceitos e  “idéias centrais” que revolucionaram o comércio mundial e as estruturas da produção das commodities agrícolas, das manufaturas e bens de capital.

Naturalmente que, na evolução do pensamento econômico, em cada “idéia” predominante, o mundo experimentou o processo de “causa e efeito” com as suas implicações nas Sociedades.

Do unilateralismo  dos Mercantilistas dos Séculos XVI e XVII que agia para somente “vender” mais aos estrangeiros e, deles “comprar” o mínimo imprescindível, de forma a acumular metais preciosos e manter o poder, ao pseudo bilateralismo da Escola Clássica e Idéia Liberal dos Séculos XVIII e XIX, que através da Teoria das Vantagens Absolutas e Relativas, apregoavam o avanço bilateral da especialização entre países sem, todavia, observar os diferentes estágios de desenvolvimento entre as Nações, assim como, os diferenciais de valores agregados entre, por exemplo, os produtos primários e os manufaturados. Consequentemente, o poder de acumulação de riquezas, ficou do lado dos produtores de manufaturados em detrimento dos de produtos primários.

Depois dos exemplos acima, passo a me concentrar na 4ª Revolução Industrial, da indústria 4.0, da “internet das coisas”, da robotização.

O mundo avança nessa direção, em velocidade contagiante, ainda sem saber “todas” as implicações / abrangência e “causas e efeitos” dessa nova “inteligência” que, modifica substancialmente a fronteira do conhecimento científico e tecnológico, inclusive, com implicações imprevisíveis sobre os problemas econômicos fundamentais e interdependentes das Sociedades, quais sejam : O que produzir, como produzir e para quem produzir ?

Estamos “todos” entrando em um túnel escuro sem enxergamos uma luz em sua extensão e aonde chegaremos.

A questão fundamental é que não temos escolhas, é preciso caminhar alinhados com mais essa evolução tecnológica e de “idéias” e outras que, certamente, virão no futuro.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiamercadante@terra.com.br04

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O IMPULSO ESPERADO PARA 2018

A incrível velocidade do tempo já venceu o mês de janeiro e nos apresenta fevereiro, que “tem carnaval”,

Fevereiro precisa ser o mês da virada sustentável da economia brasileira, com o Congresso Nacional  aprovando  a reforma da Previdência Social. Se ocorrer, a economia poderá surpreender o mundo com um crescimento econômico próximo de 4% no ano.

Em economia, o processo de “causa e efeito” é um evento certo e, quando se tem uma base mais sólida de indicadores econômicos, eles tendem a provocar um efeito multiplicador que produz um círculo virtuoso.

Terminamos 2017 com uma alta real da arrecadação federal de 0,59%, após três anos de queda.

Enquanto tivemos um saldo de desempregados de 1,3 milhão em 2015 e 1,5 milhão em 2016, em 2017, tivemos 20,8 mil, portanto, quase que em equilíbrio.

O déficit externo em transações correntes caiu em 2017 para 0,48% do PIB – Produto Interno Bruto, o menor em dez anos, totalizando US$ 9,6 bilhões, fruto, principalmente, do robusto superávit na balança comercial de 64 bilhões, que integra Transações Correntes.

O IED – Investimento Direto dos Estrangeiros atingiu US$ 74 bilhões no ano passado.

Ainda sem o número final, mas pelos indicadores já conhecidos, a economia deixou para trás o ciclo recessivo e pode apresentar um crescimento em torno de 1,2%.

A base, para um crescimento robusto neste ano,  é sustentável e, com a melhora no nível de renda das famílias e o aumento do consumo, esse processo se consolida e passa essa positiva convicção e confiança a todos os demais agentes econômicos.

No Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o Presidente Michel Temer afirmou, se referindo de forma estrutural ao Brasil, “estamos de volta” e conclamou aos empresários estrangeiros que invistam no Brasil.

Voltar a crescer mais fortemente e contar com os investimentos dos estrangeiros é de fundamental importância para o País.

Entrementes, contudo, precisamos nos preparar para uma reforma tributária que contemple, entre outras reduções, uma queda de impostos em relação ao lucro das empresas, para acompanharmos a redução desses impostos no exterior e, aqui perto, na Argentina e Chile.

Não são poucos os desafios e, além da reforma da Previdência Social, precisamos acertar na escolha do próximo Presidente do Brasil.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br

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A CONFIANÇA EM 2018

“A confiança faz nascer a fortaleza” – Frei Edrian Josué Papini

Em meio à chuva, timidamente o sol já se faz presente nos amanheceres deste início de 2018, sob o presente do verão de todos os  anos.

Depois de um ano carregado de dificuldades e sobrepeso para muitos trabalhadores, empresários e para toda Sociedade, iniciar um Ano Novo é como não apenas poder sonhar com um País melhor para todos, mas poder acreditar que o trabalho, os esforços, a determinação e a perseverança de cada um, não será em vão e redundará  em crescimento e sucesso profissional e empresarial.

Não obstante a aridez de 2017, o Brasil progrediu de forma acentuada no conhecimento e participação da Sociedade brasileira, em relação à atuação política e governamental. Crescemos no conceito e prática da ética e da justiça.

2018 se inicia com os pilares da democracia e da superior soberania do povo, fincados nos corações e mentes dos brasileiros.

O que o Governo Temer plantou em 2017, com a inflação e juros baixos, com limites-tetos para os gastos públicos, com responsabilidade fiscal, com a manutenção do câmbio flutuante, com a modernização necessária e imprescindível das Relações Trabalhistas, com a reorganização fundamental e novo marco regulatório de todo o setor energético, com o resultado altamente favorável do saldo na conta de transações correntes com o exterior, com o fluxo de investimentos externos em nosso País e com o desempenho da nossa economia, que reverteu a curva de crescimento, de negativa para positiva, nos dá a confiança de que 2018 será auspicioso para a economia brasileira, para os negócios empresariais e para a geração de um número significativos de empregos em todo o país.

Temos, todavia, que vencermos dois desafios que serão mandatários para que este ano seja grandioso para todos : – A aprovação da Reforma da Previdência Social e que a Sociedade eleja, com consciência e sabedoria, os novos representantes no Legislativo –  Deputados Estaduais, Federais e Senadores e, que, em especial sejamos lúcidos e felizes na escolha do novo Presidente da República.

O Brasil precisa consolidar a sua posição como uma grande Nação.

Feliz 2018 para todos.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books-SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. E-mail: messiasmercadante@terra.com.br

 

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OS FATOS PRESENTES E O FUTURO

Em excelente artigo, o advogado e professor Miguel Reale Júnior, aborda duas questões fundamentais na escala de valores de um País.

Os dados divulgados pelo Banco Mundial; pelo IBGE e pelo economista francês Thomas Piketty, do Instituto World Wealth  & Income Database,  registram a grande desigualdade na distribuição da renda e da riqueza em nosso País.

Os três trabalhos constataram que 1% da população mais rica concentra renda equivalente a 38 vezes a renda de 50% da população mais pobre.

Outra questão fundamental foi apontada no relatório do IBGE, indicando que ainda temos no Brasil 12,9 milhões de pessoas, com mais de 15 anos de idade, analfabetas.

Em ano de eleição para Presidente da República, é presumível que candidatos populistas abordem essas duas questões e as ações que pretendem implementar para a solução desses problemas. Não existe um passe de mágica para essas questões que foram se materializando ao longo de décadas.

A lucidez e responsabilidade do eleitor brasileiro, reside exatamente em entender e separar problemas conjunturais, que são susceptíveis de correções pontuais, de problemas como esses, que são estruturais, complexos e difíceis, cujas correções necessitam de um tempo de prazos médio e longo para que possam ser, gradativamente, melhorados e, que, dependem não somente de ações, mas, principalmente,  de condições favoráveis, que advém de um processo de desenvolvimento econômico sustentável por um longo período.

A desilusão, a desesperança e os sofrimentos impostos à Sociedade Brasileira, nos últimos quatro anos – 2014 a 2017, provocaram uma ansiedade predominante e um natural desejo de mudanças, por parte de todos os brasileiros.

É preciso que tenhamos consciência e equilíbrio emocional, para avaliarmos os candidatos, seus programas de governo e a responsabilidade de suas propostas para o País.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books –SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br

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OS DADOS POSITIVOS E DESAFIOS PARA 2018

Ainda sem o fechamento do desempenho da economia brasileira em 2017, sendo que as projeções indiquem um crescimento de 1%, os fatos decorrentes mostram que, efetivamente, teremos em 2018, uma significativa melhora nos indicadores, que nos permitem acreditar num crescimento muito próximo de 3%.

Com a inflação sob absoluto controle – tivemos no ano passado um IPCA – Índice de Preços ao Consumidor – amplo, do IBGE, de 2,95% e, com a previsão  da segunda melhor colheita de grãos da história, da ordem de 228 milhões de toneladas – dados da CONAB – teremos, novamente, neste ano, uma grande contribuição do agronegócio, para termos uma inflação baixa, não obstante a pressão por recomposição de margens perdidas pelas empresas nos três últimos anos.

Outro dado relevante é que começamos 2017 com uma taxa básica de juros de 14,25% ao ano e terminamos com 7%.

Os investimentos voltaram timidamente no ano passado, com um crescimento entre 2%e 3% no ano. Neste ano, com um melhor desempenho da economia; com maior utilização da capacidade instalada das empresas; maior oferta de crédito e juros menores, os investimentos crescerão mais fortemente, contribuindo para o desempenho da economia.

O consumo, que iniciou 2017 na retranca, foi, ao longo do ano, se soltando e com a ajuda, embora pequena, da volta de empregos e a liberação de cerca de R$ 40 bilhões das contas inativas do FGTS, mais aproximadamente, R$ 16 bilhões do PIS, os consumidores, mais confiantes na economia, voltaram a consumir com maior desenvoltura e ajudaram na recuperação da atividade econômica.

Todos os fatores acima, nos indicam que teremos neste ano um “efeito multiplicador” da atividade econômica mais significativo e sustentável.

Entretanto, é importante lembrar, que teremos também desafios a serem superados, que já teve início com o rebaixamento da nota de crédito da dívida do Brasil, pela Agência de avaliação de risco Standard & Poor’s  e, mais preocupante, a crise fiscal do País.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br

 

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A IMPORTÂNCIA DOS INVESTIMENTOS

Neste mês de janeiro, ainda em curso, já é possível detectar um astral positivo para a economia no ano.
Em meio a um processo recessivo ao longo dos últimos três anos, as empresas, no Brasil, passaram por indefinições em seus planejamentos estratégicos, priorizando a liquidez, a necessária redução de custos e a rentabilidade.
Ainda com um nível relativamente elevado de capacidade instalada ociosa, o desafio preponderante é o de planejar um crescimento dos negócios, para um crescimento próximo de 3 % da economia brasileira.
Todo o budget e ou planejamento orçamentário são feitos de forma antecipativa e, prevendo um crescimento das receitas e despesas, projetam também, quando necessários, investimentos operacionais.
Nessa ótica, tivemos nos últimos anos, um enxugamento nas operações de empréstimos e repasses, por parte das Instituições Financeiras, em decorrência da recessão econômica e da queda de liquidez das empresas, principalmente, das médias e pequenas, além dos consumidores, afetando e dificultando os investimentos.
A inflação baixa e a acentuada queda da taxa básica de juros – a SELIC, ao nível atual de 7 % ao ano, vem provocando uma redução no custo da captação de recursos pelos Bancos, nas aplicações financeiras de seus clientes e, em contrapartida, os custos dos empréstimos aos tomadores já poderiam ser menores do que os atuais praticados no mercado.
Neste ano, além da ampliação da oferta de crédito, também os custos financeiros deverão cair mais acentuadamente, favorecendo os investimentos das empresas e consumidores.
Os investimentos externos empresariais, portanto, em ativos fixos, que chegaram próximos à US$ 74 bilhões em 2017, deverão crescer em pouco mais neste ano e, somando com os investimentos nacionais, impulsionarão, ainda mais, a economia brasileira.
Vamos em frente.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br

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A QUESTÃO TRIBUTÁRIA

Com um rombo projetado de R$ 58 bilhões para 2017, além, naturalmente, de 139 bilhões, do déficit primário (Receitas (-) despesas sem  os juros sobre a dívida interna do Setor Público de, aproximadamente, 3,4 trilhões), já previsto no Orçamento da União, o Ministro da Fazenda declarou que está estudando a possibilidade de aumentar impostos para cobrir esse déficit marginal.

É muito forte a reação das Entidades Empresariais, como a CNI – Confederação Nacional da Indústria e a FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e, também, das Sindicais dos Trabalhadores que rejeitam totalmente a hipótese de aumento de carga tributária, que já é superior a 36% do PIB – Produto Interno Bruto – uma das mais altas do mundo

A Sociedade Brasileira, muito mais ciente das questões econômicas e sociais do País, não aceita e não consegue absorver e assumir um ônus adicional, em favor do Governo Federal, pagando mais impostos.

Cabe, a priori, ao Governo, estudar cortes de despesas no Executivo, no Legislativo e no Poder Judiciário, para mitigar essa difícil situação fiscal e, somente, após, se necessário, buscar outras soluções ainda antes de aumentar impostos.

A estrutura tributária do País é extremamente perversa, pois está estruturada com um peso maior de tributos indiretos, como o PIS, COFINS, ICMS e IPI, que incidem sobre os bens de consumo e produção, os quais estão inseridos nos preços dos bens e pagos por todos os consumidores independentemente de suas rendas, gerando assim, os chamados “impostos regressivos” que significa que paga relativamente mais,  quem ganha menos e, relativamente menos, quem ganha mais. São, portanto, socialmente injustos.

Se, em última instância, restar somente o aumento de impostos, que seja de impostos diretos, que são ”progressivos”, socialmente justos – paga-se mais quem ganha ou tem mais e paga-se menos quem ganha ou tem menos.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor de Economia do UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books e Gestor da Unidade de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. – Email: Messiasmercadante@terra.com.br

 

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VALOR

Uma palavra singular com uma dimensão tão ampla, tão plural, tão importante em suas múltiplas faces que, em muitos casos, não é adequadamente ponderada pelas sociedades e economias.

Pelo olhar da Ciência Econômica, tivemos nos Séculos XVIII e início do XIX – pelos Economistas Clássicos, a Teoria Objetiva do Valor – Trabalho, que defendia que o “valor” de um bem derivaria, unilateralmente, da quantidade de horas – homens trabalhadas na sua produção. Esse pensamento evoluiu para as trocas internacionais, com a Teoria das Vantagens Absoluta e, em seguida, Relativa, que considerava, no comércio internacional que cada País deveria se especializar na produção de bens que fossem mais eficientes, qual seja, que obtivessem  maior produção, com menor número de horas  trabalhadas.

No Século XIX – com os Marginalistas ou Neoclássicos, o pensamento econômico evoluiu para a Teoria Subjetiva do Valor – Trabalho. Definiram, portanto, que o “valor” – “preço” de um bem não dependeria somente das horas – trabalhadas, mas, também, de outros custos, como verificamos atualmente e, principalmente, da “utilidade” do bem.

Mas, deixando de lado a economia, a palavra “valor” tem um sentido muito profundo em nossa existência. Sabemos, por exemplo, dimensionar o “valor” do “tempo” em nossas vidas em suas respectivas etapas ? Sabemos aquilatar o “valor” de uma amizade para tentar eternizá-la ? O  “valor” dos entes familiares que nos sustentam na vida, o “valor” do nosso trabalho  e dos nossos negócios?

Com uma reflexão maior, sabemos o “valor imaterial” dos “dons” que temos e, que, em grande parte, nos foram dados gratuitamente por Deus ?

É preciso que, em um ou mais momentos do nosso dia-a-dia, paremos para uma ponderação mais profunda para pensarmos nesses “valores” inestimáveis do “nosso tempo”.

Todos nós sabemos que as palavras aparecem e desaparecem com o passar do tempo mas, um fato é certo: Se valorizarmos, de forma superior e, unilateralmente,  o poder e a riqueza, os “valores” reais da vida  poderão ficar menos observados. Nesses casos, uma grande perda de “valor”.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor de Economia da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books e Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br

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A SOMA DO AGRONEGÓCIOS

Fechamos fevereiro com um resultado positivo na Balança Comercial: exportamos US$ 15,472 bilhões e importamos US$ 10,912 bilhões, com um superávit de US$ 4,560 bilhões. Nos dois primeiros meses deste ano, um saldo acumulado de US$ 7,385 bilhões.

As commodities foram as principais responsáveis por esses resultados. Exportamos um pouco menos em volume de grãos em relação ao ano passado, porém os preços se elevaram globalmente no exterior, o que foi favorável ao Brasil. Os termos de trocas tem favorecido a nossa Balança Comercial: os preços relativos das nossas exportações foram melhores, relativamente aos preços dos produtos importados.

O agronegócios vai injetar recursos da ordem de R$ 278 bilhões, gerando benefícios para toda a economia brasileira.

A leitura econômica nos leva a acreditar que, considerando o crescimento de cerca de 7% da China e igualmente da Índia, os dois países mais populosos do mundo e, também, com um melhor nível da retomada de crescimento da Europa e dos Estados Unidos, o consumo mundial de alimentos tenderá a crescer neste e nos próximos anos, sustentavelmente,  o que será muito importante para o nosso agronegócios e para o Brasil como um todo.

Existe no país um entusiasmo de que já estamos saindo da recessão econômica.

Não obstante a torcida e o trabalho para que essa previsão se materialize, temos ainda, infelizmente, grandes entraves em nossa economia, como a escassez de crédito; os juros elevados; o alto nível de endividamento das famílias; o baixo nível de investimentos; a liquidez do Setor Público; o baixo nível da atividade industrial, do comércio e serviços e uma carga tributária penalizadora da atividade econômica, além de encargos trabalhistas sufocantes para os empresários.

Os desafios, que todos sabemos, são grandes, porém, possíveis de serem mitigados. Pode e deve ser apenas uma questão de tempo.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor de Economia da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books e Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br

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