OS JUROS DE MERCADO

A Teoria Econômica contida nos manuais de economia estabelece a supremacia de duas linhas de políticas interdependentes e complementares, para se combater a inflação: As políticas monetária e fiscal.

A eficácia no combate a inflação depende, fundamentalmente, da aplicação, ao mesmo tempo, das duas medidas.

As ações da política econômica, a partir do final de 2016: em 2017 e neste primeiro trimestre, tem produzido efeitos positivos no combate a inflação, que terminou em 2,95%, em 2017, medida pelo índice oficial – IPCA, a anualizada, a partir de março de 2017 a fevereiro de 2018, encontra-se num patamar inferior a 3%.

Temos, portanto, índices de inflação mais baixos da história econômica do País, frutos não somente das políticas monetária e fiscal, mas também, resultantes de um quadro de recessão econômica, jamais vivido em nossa história.

É imperativo registrar que, a baixa da inflação, amenizou parcialmente, o sofrimento com a perca  da renda e do poder de compra dos 23,6 milhões de brasileiros, entre os desempregados e subempregados.

O Banco Central do Brasil vem desempenhando, com maestria, o seu papel de “guardião da moeda nacional”, ao combater eficientemente a inflação, evitando a perda mais acentuada do “poder de compra” da moeda nacional.

A política monetária se materializa através de várias ações e instrumentos que, em seu conjunto, combatem tanto a inflação de “demanda”, como a inflação de “custos”.

São eles: o controle da emissão de moeda; o recolhimento compulsório sobre os depósitos bancários; o redesconto de liquidez e o open-market.

Tivemos, em 2017, uma acentuada queda na taxa básica de juros – a Selic, de 14,25% a.a. em janeiro para 6,75% em dezembro. Essa forte redução não foi, todavia, acompanhada pelos juros praticados pelas Instituições Financeiras que os mantiveram elevados, provocando, a curso forçado, forte transferência de renda do setor real da economia, para o setor financeiro.

Em 28 de março próximo, o Banco Central anunciou a redução do Recolhimento Compulsório sobre os depósitos à vista dos Bancos Comerciais, de 40% para 25% e de 24,5% para 20%,  nos depósitos da poupança.

Com essas medidas, a partir de 02/04/2018, os Bancos terão em seus caixas R$ 25,7 bilhões a mais de recursos e há uma expectativa de que, com maior oferta de créditos, os juros de mercado venham a cair substancialmente. É o que o Brasil espera e o que desejamos.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. E-mail: messiasmercadante@terra.com.br

 

 

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RENOVEM A POLÍTICA NACIONAL

A política, os políticos e os partidos são bases de uma democracia madura.
Com 35 partidos registrados no Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) que
ideologia podem conter? Quantos desses partidos são de aluguel a serviço
das raposas e coronéis que dilapidam o Brasil no âmbito municipal, estadual
e federal? E os políticos, como se encaixam nesse emaranhado de agremiações?
Definitivamente está provado que uma urgente reforma política se faz
necessária. Quem promove a tal reforma política? Os políticos, quando bem
cobrados pelo povo, só que no Brasil o povo se abstém. Os grandes movimentos
e concentrações populares de 2015 que culminou no empeachment de Dilma
Rousseff, só aconteceram, pois estávamos num precipício. Sem cobrança, os
políticos profissionais se proliferam sórdidos e como ratazanas destroem
nossa jovem e imatura democracia. Uma das vantagens da falta de vergonha na
cara de quase todos nossos políticos é que rende muito assunto para jornais
e rodinhas. Já a moral deles, hoje em concordata, é temporária e segue a
passos largos para falência definitiva. Por que o exagero de se falar em
crime eleitoral nos casos de “caixa dois”. Qual a diferença entre enviar
recursos por transferências interbancárias ou por meio de dólares em
mochilas e cuecas? A maior parte de nossos atuais políticos são ratazanas
devoradoras do erário por meio das mais diversificadas maracutaias
praticadas em amplos setores do serviço público, desvios de verbas,
licitações fraudulentas, “avanços” em recursos de estatais, falcatruas com
fundos de pensão, propinas. Quem está preocupado com tudo isso? Mas uma
propinazinha aqui, um dinheirinho por baixo do pano ali, um subornozinho
discreto, uma falsificaçãozinha que ninguém percebe acolá – sem ser coisa
exagerada, que prejudique muito os outros – não poderá melhorar a vida de
tanta gente? Em verdade, a sonolência dos brasileiros conspira para esse
estado de caos. Julgo que dificilmente conseguiremos reverter à situação da
política nacional, sem substituir nossos atuais representantes por outros
novos e inexperientes e que certamente nos trarão outros tipos de problemas.
Dessa forma, sem convívio com os professores do crime, repudiando os
servidores acostumados com as atuais marucutaias, bem vigiados pelo povo,
teremos uma chance. No dia 04 de outubro votem em propostas novas de
personagens novos. Saquem da política as velhas ratazanas.

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CASA DA MÃE JOANA

Em quase 129 anos de República vivemos alternadamente períodos de democracia
e autoritarismo, de maior ou menor autonomia dos Estados no modelo
federativo. Com a Constituição de 1988, o País completou o amplo e vigoroso
movimento pelo fim da ditadura militar e pela redemocratização, alavancado
pela campanha das Diretas-Já e vitorioso na memorável eleição de
Tancredo Neves. Desde então, temos assistido a um permanente processo de
consolidação das instituições, numa clara demonstração de que superamos de
vez alguns fantasmas do passado e ingressamos definitivamente no campo das
nações politicamente desenvolvidas e civilizadas. Vencida essa etapa,
impõe-se agora um período de aplicação firme de nossa Lei Maior, mas com o
Supremo Tribunal Federal (STF), não dá. Cada dia vemos o STF rasgando a
Constituição, “com teses totalmente antagônicas ferindo a lógica jurídica”.
Vivemos um momento especial, com corrupção sistêmica arrebatando todos os
poderes, inclusive o judiciário. Precisamos estancar o crime, mas como o
fazer se o STF parece um balcão de negócios políticos? Parecem querer
instituir o quarto poder agindo como uma espécie de Poder Moderador e não
como guardião da Constituição. Com claras decisões políticas para beneficiar
pares, assisto a Corte Maior operar por interesses. Uma prova foi à
pantomima mal ensaiada do julgamento do habeas corpus (HC) da defesa do
ex-presidente Lula. Todos têm direito a um HC, mas cortando a frente de
outros, dissimulando com teses que não justificam decisões? Curioso foi
assistir, depois de anunciado intervalo em tal sessão, por volta das
15:50hs, o ministro Gilmar Mendes deixar o plenário da Corte e sair de
carro, segundo informa o portal G1. Até a retomada da sessão, às 16:45hs, o
ministro ainda não havia retornado. Por volta das 17hs, quando ao menos dois
ministros já haviam proferido voto, Gilmar Mendes voltou ao plenário. Além
de tudo, com um intervalo que deveria ser de 15 min, transformou-se sem
explicação em cerca de 55min, daí interrompem a seção por uma absurda viagem
do Ministro Marco Antonio Mello ao Rio de Janeiro, para retomarem a seção
quase 15 dias depois. Teatro que envergonha a nação, envergonha os patriotas
servidores do Poder Judiciário que agem de boa fé e com afinco. Ainda creio
na justiça, creio no Brasil e sei que ainda seremos felizes e a justiça
imperará.

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OS NÚMEROS PARA 2018

O IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou, na semana passada, o desempenho da economia brasileira em 2017, com um crescimento de 1% do PIB – Produto Interno Bruto, em relação ao ano de 2016. Uma importante reversão da curva declinante da nossa economia  nos últimos três anos.

O detalhamento do desempenho por regiões nos revela, além do perfil predominante da atividade econômica do agronegócio, a não disseminação dessa expansão para regiões mais industrializadas, como podemos observar abaixo:

Regiões Participação % / no PIB Crescimento % / 2017

Sudeste 53,2 – 0,7

Sul 16,9 + 3,4

Nordeste 14,5 + 1,7

Centro-Oeste 9,9 + 2,4

Norte 5,5 + 2,6

Os números acima, conjugados com o aumento de 78.000 empregos formais já no início deste ano; com uma inflação baixa, projetada para 3,5% neste ano; com juros básicos que tendem para 6,5% a.a.; com o aumento da oferta de crédito no país; com um desempenho muito favorável na Balança Comercial, com um  superávit em torno de US$ 65 bi; e com a manutenção, em níveis satisfatórios, dos Investimentos Diretos dos Estrangeiros, que pode chegar a US$ 70 bi, o Brasil, pode, efetivamente, crescer mais que 3% em 2018.

Um fato relevante é que a disseminação do crescimento econômico, que não ocorreu em 2017, já pode ser percebida neste ano, com um melhor desempenho em todo o País, do setor industrial, que já inicia um processo gradual de crescimento dos investimentos.

Outro importante fato que verificamos é o aumento da confiança dos consumidores, que voltam a consumir com maior efetividade e desenvoltura.

Os fatos acima são reais e nos permitem olhar com entusiasmo para o futuro. Teremos, todavia, no meio desse processo, as eleições em outubro próximo.

Que os eleitores brasileiros sejam felizes nas escolhas.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br

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APENAS UM BANDIDO

O terceiro milênio da era Cristã está sendo marcado por exageros e fatos
inusitados que no passado, aparentemente, ocorriam em volume e
intensidades menores. Catástrofes naturais, guerras, tráfico, terrorismo,
extinção de espécies. Desilusões e medos invadem nossos lares por todos os
meios de comunicação. Nosso País, tido no mundo como a grande esperança de
desenvolvimento e prosperidade vem passando por momentos terríveis. Temos
uma crise econômica, política e moral. O sucesso de uma nação é do tamanho
da cultura de seu povo. O Brasil é um País jovem que nunca investiu na
educação o tanto que deveria. Para os rábulas da política, “povo burro é
povo interessante”. Trocar uma miserável sobrevivência por votos, sempre foi
prática nacional. O Brasil só se destaca no cenário mundial apoiado em seus
diferenciais naturais como; extensão territorial, ricas reservas minerais,
insolação, pluviometria, agronegócio pungente, único idioma, dentre outros.
Como traduzir essa vantagem em esperança, conforto, segurança e alegria ao
nosso povo tão sofrido? A resposta parte da execração dos crápulas da
política e de preferência os colocando na cadeia. Nosso voto vale mais que
qualquer sentença judicial. Lembram da indústria da seca? Pois é, existem
outras formas de se explorar a desgraça de muitos a favor do enriquecimento
de poucos. Falamos por exemplo da indústria da influência política, dos
amigos do poder. Elegemos e convivemos com marginais. Falando apenas no caso
do dia, Lula, como explicar esse vexame? Não entremos na questão do
veredicto do julgamento de segunda instância do chamado processo do triplex.
Como entender no que se transformou esse sujeito? Transformou-se ou sempre
foi um bandido disfarçado? Nem sombra do líder sindical e baluarte da
democracia, investigado com evidências claras de todo tipos de maracutaias,
dentre as quais, corrupção, tráfico de influência, enriquecimento ilícito.
Manchou sua história, e provavelmente será lembrado como mais um ladrão na
política, anedota de boteco, sinônimo de contravenção. No final do ano
teremos eleições majoritárias e será fundamental votar e trocar todos
suspeitos que vivem na política, personificar o controle e a cobrança, criar
uma nova realidade. Temos uma grande oportunidade de criar as bases para o
tão esperado Brasil do futuro.

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Comecemos do essencial

Se existe um dos raros consensos no Brasil de hoje é o de que precisamos de muito trabalho, sacrifício e esforço para sairmos do atoleiro. Em todos os sentidos. Em relação aos valores, em evidente declínio. Já na UTI, onde se encontra também a ética terminal. Mas na economia, na saúde, na educação, na infraestrutura, no meio ambiente.

Um dos atestados de indigência civilizacional é o que fazemos com aquilo que eufemisticamente chamamos de “resíduo sólido”, cuja tradução singela é “lixo”.

Não há cidade, rua, praia ou espaço brasileiro em que se não encontre o testemunho de nossa ignorância. Produzimos lixo adoidado. Desperdiçamos um tesouro que poderia ser reaproveitado. Algo que é comum em países civilizados, nos quais a logística reversa é uma eloquente realidade.

Aqui, pródigos produtores de legislação, temos desde 2010 a lei que determinou a obrigatoriedade da oferta de coleta seletiva de lixo pelos municípios. Mas nem 20% deles cumpre a lei. Mais uma daquelas “leis que não pegam”. Ao sabor das conveniências.

Apenas 1.055 dos 5.570 municípios oferecem coleta seletiva. Mesmo assim, em muitos deles, só parcialmente. E dentro desse minúsculo universo, pois só 15% da população é atendida pelo serviço, há irregular utilização da coleta. Joga-se todo tipo de descarte sem atentar para os recipientes com destinação específica.

Por que se deve cuidar disso? Por uma série de razões. A preservação do ambiente é a maior angústia humana. Somente a ignorância crassa faz piada com as rigorosas nevascas e afirma que não existe aquecimento global já que o Inverno é tão severo como nunca foi. A natureza está se vingando, pois se cansou demandar sinais ignorados por nossos ouvidos moucos.

A reciclagem é uma questão de economia. Como pobres ignorantes, deixamos de utilizar tesouro incalculável, suscetível de aproveitamento. Com isso, agravamos as contas já enfermas dos municípios, que têm de gastar com coleta de lixo, varrição, recipientes para recolher descarte, manutenção de aterros sanitários, regularizar lixões a céu aberto e tantas outras evidências de nossa miséria cívica. Uma verdadeira cidadania seria a primeira zeladora do ambiente saudável e agradável das cidades.

É uma questão de saúde. Os “lixões” são fonte perene de enfermidades. Assim como os aterros sanitários irregulares. Os córregos poluídos. As praias conspurcadas. O ar fétido gerado pelo abandono daquilo que apodrece em plena via pública.

Tudo é reciclável, tudo tem valor econômico, tudo é importante para um País que não consegue sair do subdesenvolvimento moral. Pois a negligência com que se trata essa questão é uma evidência de nossa imaturidade.

O sucesso que podemos anunciar nessa área não é tanto resultado de uma consciência ecológica, senão um outro fator comprobatório de nossa desigualdade social. É o aproveitamento do alumínio das latinhas de refrigerantes e cervejas. Em 2015, foram produzidas 294 mil toneladas. Dessas, 290 mil toneladas foram recicladas. Quase 98,4% do total. Mas isso significa apreço ao ambiente? Ou seria mais um sinal de que a pobreza precisa sobreviver e, já que o desemprego supera a casa dos doze milhões, a fome obriga o desempregado a procurar latinhas nas latas de lixo.

Pois se houvera real empenho em defender a natureza, o mesmo ocorreria com o papel e papelão, abundantemente espalhado pelas ruas, a entupir as bocas de lobo, a gerar inundações, a empestear o ambiente. E as garrafas pet, e o excesso de plástico, e tudo aquilo que a mentalidade consumista, arrematada por um egoísmo atroz, joga nas ruas à espera de que o governo recolha e dê destinação. Educação é a receita para todos esses males.

Educação que tem que começar no lar, com a economia na utilização daquilo que é finito e com a formação de uma consciência cidadã. Quem ama seu País quer que ele seja limpo. Quem suja as ruas e as praias detesta o Brasil. Essa a lição que as mães, principalmente elas, devem ministrar diuturnamente à sua prole. Comecemos pelo essencial. O mais, virá por acréscimo.

JOSÉ RENATO NALINI é secretário estadual de Educação e docente da Uninove

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O LIVRE COMÉRCIO MUNDIAL

Em outubro de 1944, já ao término da 2ª Guerra Mundial, aproximadamente 100 países, reunidos em Bretton Woods – USA, criaram o FMI – Fundo Monetário Internacional e, ao mesmo tempo, o Banco Mundial – BIRD – Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento, esse para financiar a reconstrução da Europa, combalida pela guerra.

Arquitetou-se assim, um projeto para a recuperação da economia mundial.

Poucos anos depois, ocorreu a chamada Rodada do Uruguai, com cerca de 95 países, oportunidade em que foi criado o GATT – Acordo Geral de Tarifas e Comércio (General Agreement on Tariffs and Trade). O objetivo foi o de estabelecer um comércio mais livre, portanto, com menos protecionismos unilaterais, de forma a fortalecer o comércio internacional dos países e o desenvolvimento econômico mundial.

Em 1995, o GATT foi substituído pela OMC – Organização Mundial do Comércio, com poderes para estruturar um conjunto de regras que regulasse o comércio internacional e, pela arbitragem institucional, o estabelecimento de princípios básicos de redução das barreiras comerciais; a não discriminação comercial entre os países e a compensação aos países prejudicados por aumentos unilaterais de tarifas alfandegárias e ações protecionistas.

O comércio mundial evoluiu e ampliou os benefícios do bem estar social, proporcionados pelas trocas internacionais.

A formação de blocos econômicos, como o Mercado Comum Europeu – União Européia, com cerca de 27 países da Europa; o MERCOSUL, com Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai (a Venezuela atualmente suspensa) e o NAFTA – livre comércio entre USA, Canadá e México, corroboraram para a ampliação do comércio intra-blocos e de forma global, sustentavelmente, de forma positiva.

No momento atual, o Presidente dos USA – Donald Trump vem, de forma relativamente contínua, agindo na direção contrária das evoluções acima. De princípio, já afirmou que irá cancelar a participação no NAFTA, considerando prejudicados os interesses americanos nesse comércio. Anunciou agora, unilateralmente, a imposição de sobretaxa de 10% às importações de alumínio e de 25% para o aço. Um retrocesso ao livre comércio mundial, o início de uma guerra comercial e um difícil trabalho para a OMC.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books- SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. E-mail: messiasmercadante@terra.com.br

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QUE FUTURO QUEREMOS ?

É ainda tênue a percepção da sociedade acerca das grandes transformações que advirão da 4ª Revolução Industrial, da indústria 4.0, da internet das coisas, com uma acelerada e crescente substituição de trabalhadores por robôs nas estruturas operacionais das empresas. Essa é apenas uma pequena parte dessa evolução.

É, entretanto, prematuro tentar prever as grandes transformações que ocorrerão na educação, na medicina, no campo do direito, da biologia, da química, da engenharia,  na economia e em muitas outras áreas.

Algumas reflexões são oportunas nesta etapa atual:- Uma delas é que no campo da atividade empresarial, num ambiente de competitividade, essas transformações fazem parte de suas atividades e de seus planejamentos estratégicos e crescem horizontal e verticalmente em todas as cadeias de interdependência comercial.

Outra realidade presente vem ocorrendo no campo da educação, com a intensificação do conhecimento de empreendedorismo e robótica que, em parte, estão preparando a juventude para um mundo predominantemente digital.

Entrementes, não é desejável que a sociedade avance na direção do totalmente desconhecido.

É preciso prudência, mas ao mesmo tempo, a busca do entendimento das etapas dessa evolução e, então, um posicionamento contemporâneo, dinâmico e participativo de todos os atores desse processo.

É, todavia, preocupante a atuação eqüidistante dessa realidade do Legislativo e do Executivo Federal.

O Brasil não pode mais perder, novamente, o tempo que já desperdiçou com retrocessos econômicos indesejáveis, com o fisiologismo, com o clientelismo e com a corrupção. Com interesses individuais e partidários que se sobrepõem aos interesses nacionais.

O mundo corre, tem pressa e age na direção dessa evolução. Se perdermos tempo, estaremos, como ocorreram nos últimos quatro anos, nos distanciando, de forma depressiva, de grande parte dos Países, impondo, mais uma vez, sacrifícios à sociedade e ao futuro das nossas crianças e jovens.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. E-mail: messiasmercadante@terra.com.br

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A QUESTÃO DOS JUROS

Em início de fevereiro, o COPOM – Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, reduziu a taxa básica de juros – a SELIC, para 6,75% ao ano. O menor juro da história em nosso país.

Durante todo o ano de 2017, os juros básicos que, em janeiro se posicionava em 14,25% ao ano, foi caindo e terminou o ano em 7,00%. Na trajetória seqüencial das reduções nos juros, os bancos comerciais não acompanharam essa evolução e, ao contrário, na direção oposta, aumentaram os juros, além de reduzirem a oferta de crédito para as empresas e consumidores, de forma defensiva, em função do baixo nível de liquidez na economia, mas que, no entanto, não contribuíram para amenizar a recessão econômica, dificultando também, a recuperação da economia, além da oferta de empregos.

O futuro presidente do Bradesco, o economista Octávio de Lazari Júnior, em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo, afirmou “ter chegado a hora de os bancos brasileiros aprenderem a conviver com juros baixos”. Afirmou, ainda, que “é lógico que os bancos têm um ganho importante com taxas de juros altas, mas não adiante ser empresa rica num país pobre”.

Enfatizou, também, que “o segredo está na escala : Se emprestar mais, o sistema financeiro continuará sendo rentável”.

Essa  visão do banqueiro que assumirá a presidência em março próximo, caminha na direção do anseio da classe empresarial e, na direção exata das necessidades do Brasil, para poder consolidar um crescimento sustentável da nossa economia.

Em economia, existe uma relação inversa entre a taxa de juros e consumo e investimentos financiáveis. Quando os juros caem, tende a aumentar o consumo e investimentos, corroborando para o crescimento econômico, a geração de empregos e renda, consolidando o chamado “efeito multiplicador de desenvolvimento econômico”.

Para crescermos em torno de 3% neste ano, uma redução dos juros no mercado e a ampliação da oferta de créditos, são fundamentais.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email : messiasmercadante@terra.com.br

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BANDIDOS DE ESTIMAÇÃO

Há muito venho debatendo o efeito devastador que más políticas educacionais
trazem a civilização. No Brasil, desde seu descobrimento, a deseducação foi
prioridade da maior parte de nossos líderes e algozes. O fato contaminou
gradualmente o tripé da formação ética e moral; família, educação e
religião, também bases do arcabouço cultural. A condenação à escuridão
intelectual que normalmente se impõe às crianças brasileiras, talvez seja a
mais cruel das penalidades, porque atinge não apenas elas próprias, como
também o País em que viverão quando se tornarem adultas. Nem o mais desumano
entre os códigos penais conseguiu a proeza de inserir em seu rol este
castigo. O fruto desse processo é uma democracia oligárquica com marginais
sempre presentes nos municípios, estados e na federação, sempre nos três
poderes. O brasileiro em média vota mal, e em candidatos que normalmente são
imagem e semelhança do que temos de pior. Mesmo as exceções, ao adentrar no
mecanismo político se contaminam. Tudo isso pode ser contestado, mas o que
leva pessoas de bem defenderem marginais? Sobram evidências que a corrupção
do Brasil é sistêmica. Falando especificamente da política, a maior parte de
seus operadores está comprometida com todos os tipos de falcatruas,
independente de partido político. Caciques históricos com Serra, Lula,
Aluizio, Temer, Sarney, Alckmin, Collor, Maluf, etc estão enrolados em suas
trapaças para si ou para manter-se no poder. Não existe democracia sem
política, e nem política sem ideologia, mas onde está escrito que precisamos
ter marginais de estimação? Não creio que todos os que gritam pela não
condenação de Lula sejam bandidos e nem que todos ali possam ganhar com o
ex-presidente livre das grades. Poderia creditar a defesa cega de Lula à
ignorância, mas alinhado a gritaria existem intelectuais, professores,
artistas, gente culta lutando contra a condenação do bandido. Não está na
hora de lutarmos juntos para extirpar a corrupção no Brasil? Para tal, sem
correr riscos, não reelejamos nenhum político em outubro. Nosso voto é mais
forte que qualquer sentença judicial. Parafraseando o historiador Leandro
Karnal, e entendendo que haverá competição entre “Lúcifer, satanases e
capetas” em 2018, podemos escolher os demônios inexperientes, dessa forma
demorarão em conhecer o caminho da corrupção, o que nos dará tempo para
impedi-los. Teremos que piorar para melhorar, mas valerá muito à pena.

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