A SUPERIORIDADE DO SER HUMANO

Nesses 2018 anos de existência pós Cristo, a terra continua girando, o tempo passou e continuará passando e gerações e gerações foram se sucedendo e, assim será para sempre.

Em uma reflexão maior, vamos nos deparar com as nossas múltiplas faces do que somos enquanto pessoas; famílias; profissionais, empresários, membros de sociedades e cidadãos de países e do mundo.

Nesse ambiente é pertinente e necessário em nossas análises individuais e coletivas, termos como pano de fundo desse grande teatro que é a vida, a mais simples e única verdade absoluta, que é a nossa  efêmera existência.

Em meio à nossa conscientização dessas irretocáveis realidades de nossas vidas, para maior sintonia, reproduzo texto do Prefácio feito pelo eminente Professor e Desembargador, Dr. José Renato Nalini, em livro de minha autoria, O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial: “Está no indivíduo o controle remoto para  se condicionar ao permanente autoconhecimento, pois só assim aprenderá a se relacionar com o semelhante, com a natureza e com a transcendência ou dispensá-la quando professar autêntico agnosticismo.”

As realidades contemporâneas das grandes transformações científicas e tecnológicas, em velocidades, são indutoras de incessantes buscas de sustentabilidades, que, aliás, constam da pauta dos grandes temas debatidos em todo o mundo, envolvendo não somente o ambiente dos negócios, dos trabalhos e das profissões, mas, da qualidade do ar, da água, da preservação da natureza, dos mares, do aquecimento global, enfim, da vida no planeta terra.

Por maior que seja a evolução da internet das coisas, da robotização, da utilização dos algoritmos, o ser humano será sempre superior e determinante dos limites da evolução científica.

Nessa dimensão, toda a evolução do conhecimento parte do ser humano e objetiva servir o próprio ser humano, as sociedades, empresas e países.

Relativamente, muitas tarefas poderão ser transferidas para os robôs, porém as decisões, ações e estratégias ficarão sempre com o ser humano, no tempo e no espaço.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br

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RENOVEM A POLÍTICA NACIONAL

política, os políticos e os partidos são bases de uma democracia madura.
Com 35 partidos registrados no Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) que
ideologia podem conter? Quantos desses partidos são de aluguel a serviço
das raposas e coronéis que dilapidam o Brasil no âmbito municipal, estadual
e federal? E os políticos, como se encaixam nesse emaranhado de agremiações?
Definitivamente está provado que uma urgente reforma política se faz
necessária. Quem promove a tal reforma política? Os políticos, quando bem
cobrados pelo povo, só que no Brasil o povo se abstém. Os grandes movimentos
e concentrações populares de 2016 que culminou no empeachment de Dilma
Rousseff, só aconteceram, pois estávamos num precipício. Sem cobrança, os
políticos profissionais se proliferam sórdidos e como ratazanas destroem
nossa jovem e imatura democracia. Uma das vantagens da falta de vergonha na
cara de quase todos nossos políticos é que rende muito assunto para jornais
e rodinhas. Já a moral deles, hoje em concordata, é temporária e segue a
passos largos para falência definitiva. Por que o exagero de se falar em
crime eleitoral nos casos de “caixa dois”. Qual a diferença entre enviar
recursos por transferências interbancárias ou por meio de dólares em
mochilas e cuecas? A maior parte de nossos atuais políticos são ratazanas
devoradoras do erário por meio das mais diversificadas maracutaias
praticadas em amplos setores do serviço público, desvios de verbas,
licitações fraudulentas, “avanços” em recursos de estatais, falcatruas com
fundos de pensão, propinas. Quem está preocupado com tudo isso? Mas uma
propinazinha aqui, um dinheirinho por baixo do pano ali, um subornozinho
discreto, uma falsificaçãozinha que ninguém percebe acolá – sem ser coisa
exagerada, que prejudique muito os outros – não poderá melhorar a vida de
tanta gente? Em verdade, a sonolência dos brasileiros conspira para esse
estado de caos. Julgo que dificilmente conseguiremos reverter à situação da
política nacional, sem substituir nossos atuais representantes por outros
novos e inexperientes e que certamente nos trarão outros tipos de problemas.
Dessa forma, sem convívio com os professores do crime, repudiando os
servidores acostumados com as atuais marucutaias, bem vigiados pelo povo,
teremos uma chance. No dia 7 de outubro votem em propostas novas de
personagens novos. Saquem da política as velhas ratazanas.

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O DIA DO TRABALHO

No dia 1º de maio de 1886, na industrializada cidade de
<http://www.suapesquisa.com/cidadesdomundo/chicago.htm> Chicago USA,
milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de
trabalho, entre elas a redução da jornada de trabalho de treze para oito
horas diárias. Neste mesmo dia uma greve geral ocorreria. Dois dias após os
acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhador provocou a
morte de alguns manifestantes. Os trabalhadores se revoltaram enfrentando a
polícia, sendo que no dia 4 de maio, manifestantes atiraram uma bomba nos
policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os
policiais começassem a atirar matando doze trabalhadores e ferindo dezenas.
Para homenageá-los, a segunda “Internacional
<http://www.suapesquisa.com/geografia/socialismo> Socialista” de 20 de junho
de 1889, criou o Dia Mundial do Trabalho. Aqui no Brasil a data é comemorada
desde 1895, porém, foi somente em setembro de 1925 que a data tornou-se
oficial, com decreto do então presidente, Artur Bernardes. Empresários são
empreendedores, por tanto trabalhadores. Estima-se que existam hoje entre
85% e 90% de empresas familiares no Brasil. As empresas familiares surgiram
no Brasil no início século 14 com as Capitanias Hereditárias. Em conjunto
com as Capitanias o Brasil recebeu as Companhias Hereditárias, que podiam
ser transferidas por herança aos herdeiros dos administradores das
Capitanias. As empresas familiares não são necessariamente desorganizadas e
amadoras. A questão do profissionalismo e o conseqüente sucesso é resultado
da maturidade, espírito de preservação e planejamento. Existe uma estreita
ou considerável relação entre propriedade e controle exercido justamente com
base nessa propriedade. O primeiro passo para a continuidade e sucesso da
empresa familiar é separar o ambiente empresarial do quintal de casa. O
segundo passo é um bom plano de sucessão familiar. Um dia, os fundadores
estarão cansados e com outros objetivos que não empresariais. Para perenizar
o negócio, vale um plano de sucessão que inclua uma firme missão para
fundadores e herdeiros. As raízes da cultura e os valores familiares sempre
afloram, para administrá-los importante objetivos claros e organizados,
assim como se faz necessário mudar atitudes e seguir indicadores gerenciais
confiáveis, onde cada área e cada líder saibam o resultado de seu trabalho,
sendo cobrados com precisão, sem lutas por espaços, medos e ameaças por
erros que cometam, devem diferenciar os interesses da família dos da
empresa. Alguns empresários preferem morrer abraçados e sós em seus
empreendimentos a ver seus herdeiros propiciando o sucesso empresarial e a
perenização de sua fundação. Pais e mães vêem seus filhos como eternos
bebês. Um dia, perguntei a um empresário que naufragava com sua empresa,
porque seus filhos não estavam ao seu lado naquele momento tão difícil. Sua
resposta foi que as “crianças” não se interessavam e tinham outros
objetivos. Imediatamente, ao questionar a criançada de 36, 45 e 46 anos
ouvi o óbvio. “Meu pai é centralizador e nos trata com idiotas nos impedindo
de trabalhar”. Para as empresas familiares continuarem vivas a partir da
nova realidade econômica global se faz necessária profissionalização. Para
que se tenha trabalho há de haver capital com políticas claras que permita o
empreendedorismo florescer e desenvolver.

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A ESCASSEZ DE “INOVAÇÕES” NO BRASIL

Com uma inestimável contribuição ao Pensamento Econômico, Joseph Schumpeter escreveu que os ciclos econômicos agem em função das variações, concluindo que a economia progride por causa das inovações e decai na ausência delas.

No mundo corporativo essa premissa está sempre presente em seus planejamentos estratégicos e, mais que isso, faz parte de suas decisões nas gestões diária dos negócios. As empresas prospectam e implementam permanentemente “inovações” que viabilizem os seus negócios e que as projetem para um futuro promissor, sustentavelmente.

No setor público, aqui no Brasil, ao contrário, as políticas públicas estruturais acontecem apenas em velocidade reduzida, quando não engatam uma ré na marcha.

Dados do IBGE mostram que o Brasil perdeu quase 4 milhões de vagas com carteira assinada desde a crise no mercado de trabalho, em 2014, uma média de 1 milhão por ano.

No primeiro trimestre deste ano, a taxa de desemprego foi de 13,1%, alta de 1,3 pontos percentuais com relação aos 11,8% do primeiro trimestre de 2017.

O investimento público vem caindo desde 2011 e chegou ao fundo do poço em 2017, quando a União, Estados e Municípios investiram o equivalente a 1,17% do Produto Interno Bruto – PIB – o menor nível em quase 50 anos. Foram apenas R$ 76,9 bilhões aplicados, inferiores à depreciação dos ativos públicos da ordem de R$ 113,4 bilhões, gerando, portanto, na verdade, não investimentos, mas um “desinvestimento” de R$ 36,5 bilhões. O País andou para trás em sua infraestrutura.

É pertinente a pergunta acerca de quais as “inovações” estruturais das políticas públicas do Governo Federal ?

A Reforma Tributária não sai das idéias; a atualização da Tabela do Imposto de Renda não ocorre há muitos anos, levando, injustamente, os trabalhadores a pagar mais impostos, tirando o dinamismo do “consumo” na economia.

A ininteligível estrutura tributária do País, impossível de ser entendida pelas empresas internacionais, afastam investimentos externos do Brasil.

A Reforma da Previdência Social não avança e afunda o Orçamento Público.

A Reforma Política, com a redução acentuada do Legislativo, não avança e, considerando os três poderes constituídos: – O Executivo, o Legislativo e o Judiciário, seus gastos não cabem no PIB do País.

Efetivamente, os interesses políticos nos impedem de aprender a lição de Schumpeter.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br30

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O BRASIL NO COMÉRCIO EXTERIOR

Comparativamente a muitos países, o Brasil, com 518  anos de existência, é ainda considerado um país relativamente jovem.

Tivemos, nessa trajetória, muitas conquistas na economia, na cultura, na saúde, educação, nos esportes, na infraestrutura, na trajetória política e constitucional.

Com o quinto maior território do mundo, de 8.512 milhões de quilômetros quadrados e a quinta maior população mundial, de 214 milhões de habitantes, temos fatores determinantes para uma maior inserção nas redes internacionais de intercâmbio econômico.

Somos, entretanto, uma das economias relativamente mais fechadas do planeta, considerando as vantagens que temos de muitos países, na dotação de recursos naturais. O Brasil exporta apenas cerca de 20% do PIB – Produto Interno Bruto e a nossa corrente de comércio exterior (exportações mais as importações) representam uma participação inferior a 2% do fluxo global.

O Século XXI que ainda estamos iniciando, deva representar para o nosso País, a oportunidade de uma mudança de padrão no comércio exterior, que nos leve a um significativo aumento de participação nos fluxos econômicos internacionais.

Em meio a 4ª  Revolução Industrial, da indústria 4.zero, da internet das coisas, com o avanço da robotização, os países tendem a acelerar os graus  já crescentes de especialização, na direção de ampliar a teia mundial de trocas reais e financeiras e buscar intensamente por economias de escala mais eficientes que se traduzam em vantagens comparativas e, em maior poder de competitividade.

Temos em nosso País uma infraestrutura, não ainda no nível desejável, mas razoavelmente estabelecida; um parque produtivo diversificado e sofisticado em tecnologias; cadeias internas e internacionais de suprimentos; mão-de-obra mediana, mas susceptível de avanços rápidos em aperfeiçoamentos através de treinamentos.

Faltam-nos Políticas Públicas estratégicas na configuração de Acordos de Livre Comércio inter-blocos econômicos, como União Européia, com os países que integram o Transpacífico, com o Sudeste Asiático e outros. Faltam-nos, também, rever as Legislações Tributárias em suas pautas referentes ao comércio exterior, principalmente, em relação as importações, para destravar o fluxo do comércio com o exterior e desburocratizar as práticas operacionais. O Brasil precisa dessas mudanças.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br

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OS JUROS DE MERCADO

A Teoria Econômica contida nos manuais de economia estabelece a supremacia de duas linhas de políticas interdependentes e complementares, para se combater a inflação: As políticas monetária e fiscal.

A eficácia no combate a inflação depende, fundamentalmente, da aplicação, ao mesmo tempo, das duas medidas.

As ações da política econômica, a partir do final de 2016: em 2017 e neste primeiro trimestre, tem produzido efeitos positivos no combate a inflação, que terminou em 2,95%, em 2017, medida pelo índice oficial – IPCA, a anualizada, a partir de março de 2017 a fevereiro de 2018, encontra-se num patamar inferior a 3%.

Temos, portanto, índices de inflação mais baixos da história econômica do País, frutos não somente das políticas monetária e fiscal, mas também, resultantes de um quadro de recessão econômica, jamais vivido em nossa história.

É imperativo registrar que, a baixa da inflação, amenizou parcialmente, o sofrimento com a perca  da renda e do poder de compra dos 23,6 milhões de brasileiros, entre os desempregados e subempregados.

O Banco Central do Brasil vem desempenhando, com maestria, o seu papel de “guardião da moeda nacional”, ao combater eficientemente a inflação, evitando a perda mais acentuada do “poder de compra” da moeda nacional.

A política monetária se materializa através de várias ações e instrumentos que, em seu conjunto, combatem tanto a inflação de “demanda”, como a inflação de “custos”.

São eles: o controle da emissão de moeda; o recolhimento compulsório sobre os depósitos bancários; o redesconto de liquidez e o open-market.

Tivemos, em 2017, uma acentuada queda na taxa básica de juros – a Selic, de 14,25% a.a. em janeiro para 6,75% em dezembro. Essa forte redução não foi, todavia, acompanhada pelos juros praticados pelas Instituições Financeiras que os mantiveram elevados, provocando, a curso forçado, forte transferência de renda do setor real da economia, para o setor financeiro.

Em 28 de março próximo, o Banco Central anunciou a redução do Recolhimento Compulsório sobre os depósitos à vista dos Bancos Comerciais, de 40% para 25% e de 24,5% para 20%,  nos depósitos da poupança.

Com essas medidas, a partir de 02/04/2018, os Bancos terão em seus caixas R$ 25,7 bilhões a mais de recursos e há uma expectativa de que, com maior oferta de créditos, os juros de mercado venham a cair substancialmente. É o que o Brasil espera e o que desejamos.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é Professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. E-mail: messiasmercadante@terra.com.br

 

 

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RENOVEM A POLÍTICA NACIONAL

A política, os políticos e os partidos são bases de uma democracia madura.
Com 35 partidos registrados no Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) que
ideologia podem conter? Quantos desses partidos são de aluguel a serviço
das raposas e coronéis que dilapidam o Brasil no âmbito municipal, estadual
e federal? E os políticos, como se encaixam nesse emaranhado de agremiações?
Definitivamente está provado que uma urgente reforma política se faz
necessária. Quem promove a tal reforma política? Os políticos, quando bem
cobrados pelo povo, só que no Brasil o povo se abstém. Os grandes movimentos
e concentrações populares de 2015 que culminou no empeachment de Dilma
Rousseff, só aconteceram, pois estávamos num precipício. Sem cobrança, os
políticos profissionais se proliferam sórdidos e como ratazanas destroem
nossa jovem e imatura democracia. Uma das vantagens da falta de vergonha na
cara de quase todos nossos políticos é que rende muito assunto para jornais
e rodinhas. Já a moral deles, hoje em concordata, é temporária e segue a
passos largos para falência definitiva. Por que o exagero de se falar em
crime eleitoral nos casos de “caixa dois”. Qual a diferença entre enviar
recursos por transferências interbancárias ou por meio de dólares em
mochilas e cuecas? A maior parte de nossos atuais políticos são ratazanas
devoradoras do erário por meio das mais diversificadas maracutaias
praticadas em amplos setores do serviço público, desvios de verbas,
licitações fraudulentas, “avanços” em recursos de estatais, falcatruas com
fundos de pensão, propinas. Quem está preocupado com tudo isso? Mas uma
propinazinha aqui, um dinheirinho por baixo do pano ali, um subornozinho
discreto, uma falsificaçãozinha que ninguém percebe acolá – sem ser coisa
exagerada, que prejudique muito os outros – não poderá melhorar a vida de
tanta gente? Em verdade, a sonolência dos brasileiros conspira para esse
estado de caos. Julgo que dificilmente conseguiremos reverter à situação da
política nacional, sem substituir nossos atuais representantes por outros
novos e inexperientes e que certamente nos trarão outros tipos de problemas.
Dessa forma, sem convívio com os professores do crime, repudiando os
servidores acostumados com as atuais marucutaias, bem vigiados pelo povo,
teremos uma chance. No dia 04 de outubro votem em propostas novas de
personagens novos. Saquem da política as velhas ratazanas.

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CADEIA APENAS PARA POBRES

Com a Constituição de 1988, o País completou o amplo e vigoroso movimento
pelo fim da ditadura militar e pela redemocratização, alavancado pela
campanha das Diretas-Já e a memorável eleição de Tancredo Neves. Desde
então, temos assistido a um permanente processo de consolidação das
instituições, numa clara demonstração que poderíamos superar alguns
fantasmas do passado e ingressar no campo das nações politicamente
desenvolvidas e civilizadas. Mas como fazê-lo com leis antiquadas que só
valem plenamente a pobres que não tem acesso aos artifícios protelatórios
que o dinheiro compra? Vejam o que vem acontecendo com as celebridades
condenadas há pouco. Tem sentindo José Dirceu fora das grades? Paulo Maluf
ser preso apenas quando não mais saúde tinha para se manter preso? O Código
Penal Brasileiro é o conjunto de leis que visa a um só tempo defender os
cidadãos e punir aqueles que cometam crimes e infrações. Criado em 1940,
passou por modificações, porém está desatualizado para um mundo 80 anos à
frente. O anteprojeto da reforma do Código Penal brasileiro foi desenvolvido
por uma comissão de juristas durante sete meses, tendo sido entregue ao
presidente do Senado no dia 27 de junho de 2012, e está tramitando no
Congresso (PLS 236/2012) sem sair do lugar, pois quando aprovado, impactará
diretamente parte dos políticos que o protela. O direito à ampla defesa
está previsto na Constituição Federal de 1988 no seu artigo 5º, inciso LV.
Refere-se a uma garantia processual atribuída ao acusado pela prática de uma
infração penal, oferecendo-lhe a prerrogativa de não ser considerado culpado
por um ato delituoso até que a sentença penal condenatória transite em
julgado. Esta situação, em tese, evita a aplicação errônea das sanções
punitivas previstas no ordenamento jurídico, mas o dinheiro de poderosos
aproveita indefinidamente das brechas que as leis deixam levando a
impunidade eterna. A prisão em segunda instância é uma possibilidade vigente
no sistema judicial brasileiro que permite a antecipação do cumprimento de
pena após condenação. O último entendimento de permitir a prisão foi
decidido por seis votos a quatro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em
fevereiro de 2016, por tanto, há pouco. O mesmo dinheiro que protela e deixa
marginais abastados na rua vem forçando uma nova discussão do assunto, que
poderá ser um duro golpe na limpeza que a operação Lava Jato vem promovendo.

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CASA DA MÃE JOANA

Em quase 129 anos de República vivemos alternadamente períodos de democracia
e autoritarismo, de maior ou menor autonomia dos Estados no modelo
federativo. Com a Constituição de 1988, o País completou o amplo e vigoroso
movimento pelo fim da ditadura militar e pela redemocratização, alavancado
pela campanha das Diretas-Já e vitorioso na memorável eleição de
Tancredo Neves. Desde então, temos assistido a um permanente processo de
consolidação das instituições, numa clara demonstração de que superamos de
vez alguns fantasmas do passado e ingressamos definitivamente no campo das
nações politicamente desenvolvidas e civilizadas. Vencida essa etapa,
impõe-se agora um período de aplicação firme de nossa Lei Maior, mas com o
Supremo Tribunal Federal (STF), não dá. Cada dia vemos o STF rasgando a
Constituição, “com teses totalmente antagônicas ferindo a lógica jurídica”.
Vivemos um momento especial, com corrupção sistêmica arrebatando todos os
poderes, inclusive o judiciário. Precisamos estancar o crime, mas como o
fazer se o STF parece um balcão de negócios políticos? Parecem querer
instituir o quarto poder agindo como uma espécie de Poder Moderador e não
como guardião da Constituição. Com claras decisões políticas para beneficiar
pares, assisto a Corte Maior operar por interesses. Uma prova foi à
pantomima mal ensaiada do julgamento do habeas corpus (HC) da defesa do
ex-presidente Lula. Todos têm direito a um HC, mas cortando a frente de
outros, dissimulando com teses que não justificam decisões? Curioso foi
assistir, depois de anunciado intervalo em tal sessão, por volta das
15:50hs, o ministro Gilmar Mendes deixar o plenário da Corte e sair de
carro, segundo informa o portal G1. Até a retomada da sessão, às 16:45hs, o
ministro ainda não havia retornado. Por volta das 17hs, quando ao menos dois
ministros já haviam proferido voto, Gilmar Mendes voltou ao plenário. Além
de tudo, com um intervalo que deveria ser de 15 min, transformou-se sem
explicação em cerca de 55min, daí interrompem a seção por uma absurda viagem
do Ministro Marco Antonio Mello ao Rio de Janeiro, para retomarem a seção
quase 15 dias depois. Teatro que envergonha a nação, envergonha os patriotas
servidores do Poder Judiciário que agem de boa fé e com afinco. Ainda creio
na justiça, creio no Brasil e sei que ainda seremos felizes e a justiça
imperará.

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OS NÚMEROS PARA 2018

O IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou, na semana passada, o desempenho da economia brasileira em 2017, com um crescimento de 1% do PIB – Produto Interno Bruto, em relação ao ano de 2016. Uma importante reversão da curva declinante da nossa economia  nos últimos três anos.

O detalhamento do desempenho por regiões nos revela, além do perfil predominante da atividade econômica do agronegócio, a não disseminação dessa expansão para regiões mais industrializadas, como podemos observar abaixo:

Regiões Participação % / no PIB Crescimento % / 2017

Sudeste 53,2 – 0,7

Sul 16,9 + 3,4

Nordeste 14,5 + 1,7

Centro-Oeste 9,9 + 2,4

Norte 5,5 + 2,6

Os números acima, conjugados com o aumento de 78.000 empregos formais já no início deste ano; com uma inflação baixa, projetada para 3,5% neste ano; com juros básicos que tendem para 6,5% a.a.; com o aumento da oferta de crédito no país; com um desempenho muito favorável na Balança Comercial, com um  superávit em torno de US$ 65 bi; e com a manutenção, em níveis satisfatórios, dos Investimentos Diretos dos Estrangeiros, que pode chegar a US$ 70 bi, o Brasil, pode, efetivamente, crescer mais que 3% em 2018.

Um fato relevante é que a disseminação do crescimento econômico, que não ocorreu em 2017, já pode ser percebida neste ano, com um melhor desempenho em todo o País, do setor industrial, que já inicia um processo gradual de crescimento dos investimentos.

Outro importante fato que verificamos é o aumento da confiança dos consumidores, que voltam a consumir com maior efetividade e desenvoltura.

Os fatos acima são reais e nos permitem olhar com entusiasmo para o futuro. Teremos, todavia, no meio desse processo, as eleições em outubro próximo.

Que os eleitores brasileiros sejam felizes nas escolhas.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é professor da UNIANCHIETA e autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: messiasmercadante@terra.com.br

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